Ter espinhas pode fazer bem para a pele na vida adulta, conclui pesquisa

Por Patricia Machado em 06/10/2016

Olhar no espelho e constatar que uma espinha está surgindo no seu rosto é uma das sensações mais desagradáveis para quem se preocupa com a beleza e estética. Mas, ter espinhas pode, na verdade, ser algo positivo. Um estudo realizado na Inglaterra descobriu que pessoas que tiveram espinhas na adolescência tendem a retardar o envelhecimento e manter a pele jovem por mais tempo.

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Os pesquisadores da King’s College London analisaram a pele e o sangue de 1.205 gêmeos, sendo que apenas 25% tinham problemas de acne. Os resultados revelaram que quem teve espinhas durante a puberdade estava mais suscetível a ter um comprimento maior dos telômeros dos glóbulos brancos.

Os telômeros funcionam como uma capa protetora dos cromossomos e têm o objetivo de impedir o desgaste dessas estruturas. Durante o processo de envelhecimento, essa capa vai diminuindo e levando à morte das células. Por tanto, as pessoas que possuem telômeros mais longos tendem a envelhecer mais devagar.

“Por muitos anos, dermatologistas têm identificado que a pele de quem sofreu com a acne parece envelhecer mais devagar do que a pele daqueles não tiveram”, disse Simone Ribero, principal autora do estudo. A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Investigative Dermatology.

Foto: Getty Images