Pedra nos rins: sintomas, causas e tratamento

Por Patricia Machado em 30/10/2017

O cálculo renal, que é conhecido popularmente por pedra nos rins, é um problema comum e que afeta homens e mulheres. De acordo com a estimativa dos órgãos de saúde, 16% das pessoas do sexo masculino e 8% do sexo feminino terão que enfrentar a formação de cálculos renais até atingirem 70 anos.

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O cálculo renal é uma massa sólida que é formada pelo acúmulo de cristais existentes na urina. Essa formação pode ser encontrada nos rins ou nas vias urinárias. O tamanho dessa massa varia, mas podem chegar a 2,5 centímetros.

“A formação do cálculo renal depende das propriedades físico-químicas da urina, de modo que alterações na composição da urina contribuem para um aumento na incidência de nefrolitíase (cálculo renal)”, explica Leda Lotaif, nefrologista do HCor.

A maioria dos cálculos renais é composta, predominantemente, de cálcio na forma de oxalato de cálcio. Além disso, o organismo pode desenvolver cálculos de ácido úrico, que são comuns em pacientes portadores de gota, diabetes e síndrome metabólica, e cálculos de infecção, que são associados à infecção urinária e compostos por fosfato amônio magnesiano ou por carboxiapatita.

Alguns fatores podem aumentar as chances de formação do cálculo renal, como o baixo volume urinário, transpiração excessiva em climas quentes, ganho de peso, obesidade, consumo excessivo de sal e dietas ricas em proteína.

“O sintoma mais frequente é a cólica renal. O paciente tem um início súbito de dor que pode ser excruciante no local da pedra com irradiação para os testículos, no caso do homem, ou para os grandes lábios, no caso da mulher”, diz Leda. “Ele também pode ter náuseas, vômitos, ardor para urinar, frequência miccional e sangramento na urina, que pode ou não ser visível a olho nu”, completa.

Baixo volume urinário, obesidade e consumo excessivo de sal e proteína aumentam as chances de formação do cálculo renal

Para comprovar a existência de pedras no rim, o médico deverá avaliar os sintomas e solicitar exames de imagem, como a tomografia computadorizada sem contraste e o ultrassom abdominal. Outro exame que também pode ser solicitado é o de urina com microscopia.

Quando o cálculo renal é pequeno, sendo menor do que cinco milímetros, ele consegue ser expelido naturalmente pelo corpo. No entanto, em alguns casos, é necessário a utilização de medicamentos ou até de uma cirurgia.

“Após um episódio de cálculo renal, o risco de recorrência é alto. O paciente tem 15% de chance de desenvolver um segundo cálculo em um ano e quase 50% de chance de desenvolver o problema nos próximos 10 anos”, afirma a especialista.

Uma forma de evitar a formação de cálculos renais é aumentar a ingestão de líquidos e a frequência urinária e reduzir o consumo de proteína animal e sódio. Também é recomendável evitar a suplementação de vitamina C e ingestão de alimentos ricos em oxalato, como espinafre, beterraba, coco e chá gelado.

Foto: Getty Images