Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Por Mariana Castro em 23/11/2017

Durante este mês, acontece a campanha do Novembro Azul, que tem como objetivo a conscientização da população, principalmente dos homens, a respeito do câncer de próstata. Depois do câncer de pele, esse é o tipo mais comum entre as pessoas do sexo masculino. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada 38 minutos um brasileiro morre por causa da doença.

O câncer de próstata tem um desenvolvimento lento e sem sintomas em seu estágio inicial. Por isso, se detectado precocemente, suas chances de cura são de 90%. O diagnóstico, entretanto, é retardado pela desinformação acerca do tema e pelo preconceito associado ao exame de toque, o que faz com que os homens não busquem atendimento adequado.

+ Como prevenir o câncer de próstata?

+ Câncer: entenda o que é a doença e saiba como lidar com o diagnóstico

Para prevenir, combater e tratar o câncer de próstata, a prática regular de atividade física pode ser muito benéfica. Isso porque o exercício fortalece o sistema imunológico, previne a obesidade, que é fator de risco para a doença, regula os níveis hormonais e reduz o estresse. Além disso, a prática esportiva frequente pode melhorar a expectativa de vida de quem já está com a doença.

A fim de promover mais informação sobre o assunto, a empresa de seguros MAPFRE Saúde esclareceu, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), alguns mitos sobre o câncer de próstata. Confira:

  • O câncer de próstata atinge apenas idosos? Mito

Apesar do risco de desenvolver a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo dessa idade.

  • Se o PSA (Antígeno Prostático Específico) estiver aumentado, é sinal de que eu tenho câncer de próstata? Mito

O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não sejam o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação na região) e trauma. Por isso, é importante a avaliação médica e o toque retal.

  • Quando o PSA (Antígeno Prostático Específico) está baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata? Mito

Estima-se que o câncer de próstata esteja presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA. Isso torna ainda mais importante a realização do toque retal periodicamente.

  • Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco? Verdade

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com esse câncer aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

  • Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento? Mito

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estágio da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade, há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença, intervindo se houver progressão.

  • Preciso esperar os sintomas aparecerem para procurar um médico? Mito

Em estágio inicial, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas são associados à hiperplasia prostática, ao crescimento benigno da glândula, jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga. Mas, um diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

  • Pessoas negras têm maior risco de desenvolver a doença? Verdade

Estudos apontam que afrodescendentes têm um risco 60% maior de desenvolver a doença e que a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

Foto: Getty Images