Ficar muito tempo sentado contribui para o envelhecimento, aponta pesquisa

Por Patricia Machado em 24/01/2017

Passar horas sentado faz parte da rotina de trabalho de muita gente. No entanto, uma nova pesquisa revelou que esse hábito prejudica as células do corpo, contribuindo para um envelhecimento de até oito anos. O estudo foi realizado pela Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, e divulgado no periódico American Journal of Epidemiology.

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Os pesquisadores analisaram amostras sanguíneas de cerca de 1.500 mulheres. Eles queriam entender o impacto do sedentarismo nos cromossomos. Por isso, além de verificar a quantidade de exercícios que era praticada pelas participantes, os cientistas observaram o tamanho dos telômeros.

Os telômeros funcionam como uma capa protetora dos cromossomos e têm o objetivo de impedir o desgaste dessas estruturas. Durante o processo de envelhecimento, essa capa vai diminuindo e levando as células à morte. Por tanto, o seu tamanho serve como um parâmetro para a velocidade do envelhecimento.

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Os resultados mostraram que, entre as sedentárias, as mulheres que ficam sentadas por pelo menos 10 horas, os telômeros tinham um comprimento menor do que entre aquelas que passavam menos tempo nessa posição. A diminuição observada pelos pesquisadores equivale a cerca de oito anos de envelhecimento.

Já as voluntárias que passavam muito tempo sentadas, mas que praticavam algum exercício diariamente, não apresentaram uma diminuição no tamanho dos telômeros. Isso fez com que a equipe de cientistas concluísse que a atividade física pode retardar o envelhecimento das células.

Foto: Getty Images