Exercícios de alta intensidade têm o mesmo efeito que atividades moderadas, diz estudo

Por Mariana Castro em 18/01/2017

Uma das metas de ano novo da maioria das pessoas é perder aqueles quilinhos que se acumularam ao longo do ano que passou. E, aparentemente, atingi-la pode ser mais fácil do que se imagina – e até menos cansativo. Novos estudos revelaram que fazer exercícios rígidos e muito intensos podem não trazer tantos benefícios para a saúde quanto prometem, além de não queimar tantas calorias.

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Os pesquisadores da Universidade de Bath, nos Estados Unidos, examinaram o tempo e a intensidade ideais de exercícios para uma pessoa. Para isso, eles pediram para 38 voluntários se exercitarem cinco vezes por semana, durante três semanas. Os participantes eram homens sedentários e acima do peso e mulheres com uma média de 52 anos e que já haviam passado pela menopausa.

Metade dos participantes correu intensamente na esteira, enquanto a outra metade correu moderadamente. Eles também diminuíram o consumo de calorias de comidas e bebidas e fizeram testes para medir a insulina e a gordura presentes no organismo antes e depois do período do estudo.

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Os resultados mostraram que ambos os grupos perderam a mesma quantidade de peso, além de terem melhores níveis de insulina e apresentarem melhoras no metabolismo. Também houve redução na pressão sanguínea, na gordura corporal e no colesterol. Isso mostrou que a alta intensidade dos exercícios não era fator determinante para a conquista dos melhores resultados.

“As mudanças de hábitos dos participantes tiveram um impacto dramático e positivo na saúde dos participantes, mas os dados demonstram que as calorias queimadas durante o exercício importam mais do que a intensidade do exercício”, explicou Jean-Philippe Walhin, autor do estudo, ao Daily Mail.

Foto: Getty Images