Saúde e Bem-Estar

Dormir com raiva favorece a criação de memórias negativas, diz pesquisa

Dormir com raiva favorece a criação de memórias negativas, diz pesquisa

Se você brigou com sua parceira, se desentendeu com um amigo ou se frustrou com alguma situação, resolva tudo antes de ir para a cama. A dica parece fazer parte de um livro de autoajuda, mas novas evidências científicas descobriram que dormir com raiva não é uma boa ideia. De acordo com os pesquisadores, o sono faz com que sentimentos e memórias ruins fiquem armazenados mais facilmente no cérebro.

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Os pesquisadores chineses e estadunidenses revelaram que, durante o sono, o cérebro reorganiza o armazenamento de memórias negativas, tornando mais difícil que a pessoa se esqueça delas. A descoberta pode ajudar no tratamento de transtornos psicológicos associados a traumas, como depressão e estresse pós-traumático.

Para o estudo, 73 estudantes do sexo masculino foram submetidos a testes durante dois dias. Primeiro, eles foram treinados para associar rostos neutros a imagens inquietantes, como pessoas machucadas e crianças chorando. Depois, eles olhavam os rostos novamente e eram instruídos a relembrar da imagem que haviam associado ao rosto ou a evitar essa associação, conscientemente.

Quando o segundo exercício era feito após 30 minutos da realização da primeira etapa, os participantes tinham 9% menos chances de lembrar das imagens que estavam tentando evitar. Mas, quando eles faziam o segundo teste após uma boa noite de sono, eles tinham apenas 3% a menos de chances, provando que a repressão desta memória era mais difícil após o sono.

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Exames de ressonância magnética revelaram que memórias recém adquiridas representavam uma atividade cerebral localizada no hipocampo, o centro de memória do cérebro. Mas, durante a noite, essas lembranças se distribuíam para o córtex, onde se armazena a memória de longo prazo. “Por isso, sugerimos que você resolva suas brigas antes de se deitar”, disse Yunzhe Liu, pesquisador da Universidade Normal de Pequim e um dos autores do estudo, ao The Guardian.

Foto: Getty Images

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