Dor de cabeça e dores crônicas pelo corpo podem ser sintomas de fibromialgia

Por em 03/05/2016

Se você costuma ter dor de cabeça e dores crônicas pelo corpo, saiba que estes podem ser sintomas da fibromialgia. Ao contrário do que muitos pensam, a síndrome não acomete um órgão específico e nem pode ser detectada por meio de exames.

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Ela costuma provocar dores intensas no corpo, que podem ser acentuadas de acordo com cada paciente. Além da dor de cabeça e dores pelo corpo, entre os principais sintomas estão também a perda de sono, de memória, a dormência nas mãos e a fadiga constante.

“A dor é contínua, mas pode se agravar em casos de muito estresse, ansiedade ou queda de temperatura. Vale ressaltar que essa síndrome tem uma importante relação com o humor. A depressão e a ansiedade são muito comuns nos quadros clínicos de pacientes que sofrem com a fibromialgia“, afirma o Dawton Yukito Torigoe, professor de Reumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O perfil da pessoa acometida pela síndrome também é característico, sendo, em geral, composto por indivíduos perfeccionistas, com múltiplas atividades e que têm dificuldade em delegar funções — ou seja, vivem sobrecarregados e sofrem com o estresse diário.

“A fibromialgia ainda costuma ser mais comum entre as mulheres. A cada dez pacientes, nove são mulheres, a sua maioria entre 30 e 40 anos. Como não é identificada por meio de exames, seu diagnóstico é basicamente clínico. São analisados os sintomas do paciente, bem como seu histórico, perfil e faixa etária”, explica o Torigoe.

Às vezes, apesar das dores não serem eliminadas completamente, uma vez detectada a síndrome, o paciente inicia tratamento farmacológico combinado com atividades físicas.

“A parte mais importante está ligada aos exercícios físicos, como os aeróbicos, os de fortalecimento de musculatura e alongamento. O paciente é orientado a fazer caminhada, corrida, natação, hidroginástica, musculação ou pilates”, exemplifica o especialista.

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No tratamento farmacológico, são receitados remédios analgésicos, relaxantes musculares e os que provocam o sono, já que as maiores queixas são, além das dores, a perda total ou parcial do sono. “Outro fator importante é o acompanhamento desse paciente por um psicólogo ou psiquiatra, para que se evitem grandes alterações de humor e a pessoa sofra com uma crise de intensificação da dor”, finaliza o médico.