Depilar a região íntima aumenta o risco de contaminação por DSTs, aponta pesquisa

Por Patricia Machado em 08/12/2016

Um pesquisa divulgada recentemente no jornal científico Sexually Transmitted Infections traz um alerta para quem gosta de depilar a região íntima. De acordo com os pesquisadores, esse hábito aumenta as chances das pessoas contraírem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

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Os cientistas envolvidos no projeto analisaram os dados levantados pela consultoria GfK em 2014. A empresa entrevistou 7.500 pessoas nos Estados Unidos, com idades entre 18 e 65 anos, para descobrir qual era a frequência que elas depilavam os pelos pubianos e se tinham alguma doença.

Os resultados mostraram que 74% dos voluntários já tinham raspado ou depilado a região íntima. Desses, 84% eram mulheres e 66% eram homens. Além disso, os participantes que haviam depilado a região genital tinham uma incidência mais alta de doenças sexualmente transmissíveis como herpes, sífilis ou clamídia.

Depois, as pessoas que se depilavam foram divididas em grupos: as que se depilavam mais de 11 vezes ao ano, as que faziam isso quase diariamente ou de forma semanal e as que eram ocasionalmente adeptas. Ao analisarem as respostas obtidas na segunda fase da pesquisa, o grupo de cientistas descobriu que a prevalência de DSTs foi de 13% entre os participantes.

A incidência de doenças sexualmente transmissíveis era de 8% entre as pessoas que nunca depilaram a região e de 14% entre os que fizeram isso ao menos uma vez. Já a taxa de infecção entre os adeptos à depilação integral era de 18%.

Os autores do estudo ainda não conseguiram estabelecer uma teoria concreta que explicasse a causa e efeito entre a depilação e a ocorrência de DTSs. Mas, uma das hipóteses é de que a depilação causa pequenos ferimentos na pele, que favorecem a entrada e contaminação de vírus e bactérias.

Foto: Getty Images