Cinco mitos sobre a obesidade infantil

Por Redação Apontador em 17/03/2017

A obesidade infantil é uma condição comum. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 41 milhões de crianças menores de cinco anos apresentam sobrepeso ou obesidade. Um dos fatores causadores  desse quedro é o fato de muitos pais acreditarem em crenças populares sobre saúde e alimentação.

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Por causa disso, é comum que muitos imaginem que o consumo de leite na infância pode causar o sobrepeso ou até que só é necessário cuidar do peso da criança durante a sua adolescência. Com base nisso, os pais podem ter hábitos ruins, contribuindo para o ganho de peso dos filhos.

Para esclarecer algumas dúvidas sobre a obesidade infantil, Ana Paula Del’Arco, nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Laticínios, reuniu cinco mitos sobre o tema. Confira:

  • Se a criança já gosta de beber leite, não é preciso incentivar esse hábito 

Durante a chamada fase láctea, a criança tem um apego emocional ao momento de tomar o leite, que ocorre como um ritual ao acordar e na hora de ir dormir. Após essa fase, dependendo do incentivo dos pais, as crianças passam a recusar o leite, pois isso remete à lembrança de quando eram tratados como bebê. A partir daí, se não houver um incentivo, a criança pode começar a optar por bebidas açucaradas, como sucos e refrigerantes, ao invés do leite.

  • É necessário se preocupar com o aumento de peso na fase láctea, pois o leite engorda

Na verdade, os lácteos ajudam a prevenir que a criança ganhe peso desordenadamente. Um estudo sobre o tema revelou que as crianças que consumiam mais leite tinham 38% a menos de chance de sofrer com o excesso de peso na infância. A pesquisa ainda concluiu que o consumo de uma porção de lácteo por dia pode reduzir o risco de obesidade em 13%.

  • Se o pai é obeso, o filho também será

Pais obesos estão, de fato, mais propensos a terem filhos obesos. No entanto, isso não acontece por fatores genéticos. Na maioria dos casos, fatores comportamentais geram o sobrepeso. Apenas 5% dos casos de obesidade são genéticos e quase 75% são derivados de maus hábitos, sejam eles alimentares ou de atividade física. É importante que os pais deem o exemplo, tendo uma alimentação saudável e praticando exercícios regularmente.

  • Se a criança não gosta de tomar café da manhã, um almoço reforçado resolverá o problema

Atualmente, é comum observarmos crianças que pulam o café da manhã ou outra refeição. O problema é que isso contribui para a obesidade. A recomendação é fazer todas as refeições, e não compensar uma com a outra.

  • Só é necessário se preocupar com o peso da criança quando ela for mais velha

A obesidade não é uma questão de estética, mas de saúde. Por isso, crianças obesas podem sofrer com doenças cardiovasculares, renais e gastrointestinais e até ter distúrbios psicológicos, como a depressão, ou alimentares. Os pais devem ficar atentos e fazer um acompanhamento médico para que seus filhos mantenham, desde sempre, uma alimentação equilibrada e um crescimento saudável.

Foto: Getty Images