Saúde e Bem-Estar

Ciência está cada vez mais perto de conseguir “apagar” memórias ruins

Ciência está cada vez mais perto de conseguir “apagar” memórias ruins

Todos nós já vivemos experiências no passado que gostaríamos de apagar: términos de relacionamentos, experiências traumáticas, perdas. Mas, muitas vezes, não importa o quanto tentemos, essas memórias continuam a nos assombrar, desencadeando crises de ansiedade, fobias ou distúrbios de estresse pós-traumático.

+ Por que temos lapsos de memória?

+ Por que nós sonhamos?

Agora, um estudo mostra que as memórias não são tão permanentes quanto se pensava. Na verdade, cientistas descobriram um método para apagar memórias ruins e adicionar novas no lugar.

No passado, acreditava-se que as memórias ficavam armazenadas em um local específico, como um armário de arquivo neurológico. Mas, na realidade, a química é quem age como essa “máquina”.  Cada vez que lembramos de algo, proteínas estimulam nossas células cerebrais para crescerem e criarem conexões. E toda a vez que isso acontece com uma memória ruim, substâncias como a norepinefrina e a noradrenalina entram em cena.

O que os estudos mostram é que se essas substâncias podem ser bloqueadas a partir de uma pílula e, se trabalhadas junto com o redirecionamento da mente, as pessoas podem sim superar grandes traumas até que sua memória apague o que lhe faz mal.

Devido às implicações éticas, os pesquisadores ainda não tentaram, explicitamente, excluir uma memória em sua totalidade em seres humanos, mas a evidência sugere que isso seria possível, dada a combinação certa de medicamentos e exercícios de recall.

O ponto mais preocupante da pesquisa é a investigação sobre como isso torna fácil para os cientistas implantar falsas memórias em pessoas. Ao manipular o mesmo processo de reconsolidação, a psicóloga Julia Shaw tem mostrado que é possível fazer as pessoas se lembrarem de um crime que nunca cometeram — e até mesmo fornecer detalhes vívidos sobre o evento fictício.

Você pode ver o seu trabalho em ação abaixo — um tanto assustador, por sinal:

Segundo Michael Bicks, diretor do documentário Memory Hackers, em última instância, o objetivo do projeto não é eliminar memórias dolorosas das pessoas inteiramente, como tentam fazer em Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, mas simplesmente ajustá-las para que elas sejam menos perturbadoras.

Não são exatamente as memórias que nos causam dor, mas as associações que fazemos a elas. “Não queremos limpar nossos ‘hard drives’. A habilidade de esquecer coisas doloridas nos permite criar novas histórias sobre quem somos”, conclui.

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