Campinas promove campanha de vacinação contra febre amarela

Por Mariana Castro em 30/03/2017

Na última sexta-feira, 24, a Secretaria de Saúde de São Paulo anunciou a disponibilização de vacinas contra a febre amarela para a população de Campinas. A decisão foi tomada após a morte de três macacos no distrito de Sousas. Isso representa o primeiro sinal de um aumento na circulação do vírus.

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Foram solicitadas três milhões de doses para vacinar tanto a região, que ainda não foi considerada área de risco para a doença, quanto para São João da Boa Vista e Piracicaba. Já era esperado que a febre amarela se expandisse pelo Estado, mas não de forma tão veloz. “Não esperávamos agora. Mas, chegou. Vamos ter de trabalhar com a situação atual sem, neste momento, buscar grandes explicações para isso”, disse Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, ao Estadão.

Ainda não há suspeita de casos em humanos e, por isso, a vacinação será feita, primeiramente, na área rural de Campinas até chegar a sua área urbana. O prazo para a conclusão dessa operação é de dez dias e recomenda-se que visitantes da área rural de Sousas e Joaquim Egídio já estejam previamente vacinados.  “Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim”, comentou o coordenador.

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Por enquanto, não há intenção de levar a vacina para o litoral paulista. “Estamos alertas e, se houver mais casos em novos locais, ampliaremos as regiões de vacinação”, explicou Marcos. Isso porque a vacina tem contraindicações e, quando é feita em massa, tem risco de morte de uma em cada 200 mil pessoas. “Há sempre o risco de a triagem de pacientes com contraindicação não ser feita da forma adequada. Ao mesmo tempo, não podemos abrir a guarda e deixar de vacinar as áreas ameaçadas. Precisamos ser exatos”, explicou ele.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo / Foto: Getty Images