Calor da menopausa pode ter influência genética, segundo pesquisa

Por Mariana Castro em 03/11/2016

Mulheres na menopausa sabem muito bem o que é sofrer com ondas de calor. A ciência já revelou que 70% delas vivem a sensação frequentemente durante esse período. Apesar disso, ainda não se sabia ao certo porque algumas tendem a sentir mais calor do que outras. Agora, um novo estudo revelou que isso pode ter a ver com a genética de cada uma.

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Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, analisaram os genomas de mais de 17 mil mulheres e ouviram suas experiências sobre ondas de calor e suor noturno. O time da UCLA estava buscando variações nos genes femininos que tivessem relação com essa sensação.

Das variantes identificadas, quatorze eram localizadas em uma mesma região do cromossomo 4 e estavam ligadas às mulheres com esses sintomas. Essa área do DNA codifica um receptor cerebral ligado à liberação do estrogênio, um hormônio feminino. Durante a menopausa, os níveis deste hormônio caem, levando a mulher a ficar menos tolerante a variações de temperatura.

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“Sabemos que o estrogênio tem um papel importante em fazer a mulher menos sensível a mudanças de temperatura”, falou JoAnn Manson, coautora do estudo e chefe da divisão de medicina preventiva no Brigham and Women’s Hospital. Faz sentido, portanto, que alterações no receptor desse hormônio estejam associadas às ondas de calor ou não.

Foto: Getty Images