Aposentada cria bonecas terapêuticas para confortar crianças internadas

Por Mariana Castro em 13/01/2017

Muitas crianças que precisam passar por tratamentos médicos não entendem a razão de estarem presas a uma cama de hospital, sem poder brincar e agir como as demais. Foi pensando nisso que a aposentada Fernanda Candeias, que tem 61 anos e muita disposição, criou o projeto Bonecas de Propósito. A ideia é levar alegria aos pequenos que estão enfrentando graves problemas de saúde.

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Chamadas de bonecas terapêuticas, elas são feitas em modelos que retratam crianças comuns, ao invés das convencionais princesas ou super-heróis. Os brinquedos ainda têm características especiais para que os pequenos pacientes se identifiquem com eles e entendam que é normal ter uma doença.

As bonecas carecas, por exemplo, remetem às crianças que fazem quimioterapia e contam com bonés e perucas para lembrá-las que o cabelo voltará a crescer. Algumas bonecas têm um desenho de coração para alegrar aqueles que passaram por uma cirurgia cardíaca ou um rim novinho para os pequenos que fizeram hemodiálise.

bonecas de proposito 1 - reprodução

Fernanda começou a produção sozinha, em um pequeno quarto. Mas, depois da divulgação que sua filha fez das bonecas nas redes sociais, o negócio se expandiu. Hoje, mais de 50 voluntários se reúnem, duas vezes por semana, para ajudá-la na confecção. Já foram distribuídas mais de 300 bonecas, em três unidades hospitalares do Rio de Janeiro. Os brinquedos são entregues mediante a autorização de psicólogas que acompanham as crianças em tratamento. A interação dos pequenos com o brinquedo ajuda a melhorar a relação entre o médico e o paciente.

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A idealizadora pretende dobrar a produção e já conta com voluntários na fila de espera em diversas regiões do país. “O mais legal do projeto é que ele beneficia as duas pontas: quem as recebe, mas também quem as faz, já que uma boa parte do grupo é formada por aposentados que, invisíveis na sociedade, deram um novo sentido às suas vidas, ocupando-se e fazendo o bem”, contou Fernanda à revista Ponto de Encontro.

Fotos: Reprodução