Alterações no ciclo menstrual podem indicar Síndrome dos Ovários Policísticos

Por Patricia Machado em 19/09/2016

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 20% e 30% das mulheres brasileiras desenvolvem a síndrome dos ovários policísticos. A doença é um distúrbio endócrino caracterizado por alterações hormonais e funcionais dos ovários que apresentam múltiplos e pequenos cistos.

+ Seis fatos sobre incontinência urinária

+ Abandonar a calcinha pode ser a chave para uma boa saúde íntima

Os primeiros sintomas costumam aparecer ainda na adolescência, cerca de dois anos após a primeira menstruação. Além disso, apesar da doença poder ocorrer durante toda a vida, a síndrome costuma acometer, em sua maioria, mulheres que estão em idade reprodutiva.

“As portadoras da síndrome costumam apresentar irregularidade menstrual, interrupção da ovulação, infertilidade, maior produção de hormônios androgênicos, que controla as características masculinas, aparecimento de pelos e acne, aumento de gordura abdominal e maior risco de desenvolver obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e alguns cânceres”, explica Sônia Tamanaha, ginecologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O diagnóstico da síndrome é realizado através de clínicos, laboratoriais e ultrassom. O objetivo de tais procedimentos é comprovar a existência de múltiplos cistos no ovário.

Quando o diagnóstico é positivo, a mulher deverá começar o quanto antes um tratamento, que precisa ser direcionado às necessidades particulares de cada paciente, dependendo do desejo ou não de engravidar e na prevenção de futuras complicações em virtude da frequente associação com outras doenças.

“A orientação nutricional e estímulo à atividade física são as primeiras recomendações, especialmente para aquelas com excesso de peso. Além disso, podem ser necessárias orientações cosméticas, incluindo depilação a laser, medicações para normalizar a função menstrual e controlar o aumento hormonal e tratamentos para reverter a infertilidade, que não é permanente”, afirma Sônia.

Foto: Thinkstock