Abandonar a calcinha pode ser a chave para uma boa saúde íntima

Por em 06/05/2016

Que mulher nunca passou por aquele momento desagradável em que a calcinha ficou marcando e arruinou o visual ou, até mesmo, ficou o dia inteiro sofrendo com uma lingerie desconfortável e apertada?

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Aparentemente, estes problemas estão longe de ser os únicos que a calcinha pode trazer. E por isso o número de mulheres que vem deixando de usar o acessório, e nem de longe por motivos sexuais ou estéticos, mas sim, por saúde, aumenta cada vez mais.

Os materiais sintéticos dos quais são fabricadas as peças íntimas de hoje, assim como os processos de fabricação e tingimento, podem estar causando reações complicadas em suas usuárias, desde infecções, alergias, até feridas concretas e problemas circulatórios por causa do elástico.

Além do mais, materiais como o nylon retém a umidade e todas as bactérias que se formarem no material, não saem na lavagem, aumentando novamente o risco de infecção no próximo uso.

As calcinhas pretas mais baratas também podem conter corantes, tais como o parafenilenodiamina (PPD) — uma substância química comumente usada em tinturas de cabelo e tatuagens de henna. Tais produtos químicos, adicionados aos tecidos, podem causar eczema ou irritação, além de agravar uma condição de coceira conhecida como líquen escleroso — onde manchas brancas se desenvolvem em áreas íntimas.

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Gemma Cromwell, uma babá de 29 anos, deixou de usar por conta de sua primeira gravidez, já que as calcinhas normais a deixavam desconfortável. Ela tentou diversos tipos de calcinha, tamanhos, e até as calcinhas sem costura. No início era ok, mas conforme elas eram lavadas, elas perdiam a forma e ficavam difíceis de usar. Ela garante que foi libertário não precisar mais usar a peça — e que ninguém precisa ficar sabendo.

Gemma Cromwell

Vanessa Fernandez, uma terapeuta de beleza de 35 anos, parou de usar a peça há cerca de dois anos, quando começou a sofrer de uma infecção urinária, em que precisava ir ao banheiro o tempo todo. “Eu fui diagnosticada com vaginose bacteriana — uma infecção vaginal comum que não é sexualmente transmissível, mas é causada por um crescimento excessivo de bactérias. Demorou dois meses de antibióticos até eu estar curada”, diz. Ela agora só usa calcinhas durante sua menstruação, e a infecção que era recorrente jamais voltou.

vanessa fernandez

Os ginecologistas confirmam que é melhor não usar calcinhas do que, por exemplo, usar uma peça de nylon que, se usada por um longo período de tempo, pode de fato provocar reações adversas. A recomendação é para se usar somente calcinhas de algodão, que não apertem, sem materiais sintéticos.

Via Daily Mail