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Seis dicas para ser feliz, segundo professor de psicologia de Harvard

Seis dicas para ser feliz, segundo professor de psicologia de Harvard

Parece título de livro de autoajuda mas, ao que tudo indica, os segredos para a felicidade podem ser encontrados em um estudo incrivelmente profundo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, eleita a melhor do mundo pelo 13º ano consecutivo.

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De acordo com o israelense Tal Ben-Shahar, professor de psicologia da universidade e especialista em psicologia positiva, uma das correntes mais presentes e aceitas no mundo e que ele próprio define como “a ciência da felicidade”, a alegria pode ser aprendida do mesmo jeito que uma pessoa pode aprender a esquiar ou a jogar golfe: com técnica e prática.

Com seu best-seller Being Happy (Sendo Feliz, em tradução livre) e suas aulas magistrais, os princípios tirados de seus estudos já rodaram o mundo sob o lema “não é preciso ser perfeito para levar uma vida mais rica e mais feliz”. O segredo parece estar em aceitar a vida tal como ela é. De acordo com Ben-Shahar, “isso o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas”.

Confira agora seis dicas para ser feliz, de acordo com os estudos do professor:

Perdoe seus fracassos e mais: festeje-os

“Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a positividade e a alegria”, diz o especialista. Temos que nos dar o direito de ser humanos e perdoar nossas fraquezas. Ainda em 1992, Mauger e seus colaboradores estudaram os efeitos do perdão, constatando que os baixos níveis de perdão estão relacionados à presença de transtornos como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas

Coisas grandes ou pequenas. “Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão aqui são pouco realistas.”

Pratique um esporte

Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta praticar um exercício suave, como caminhar em passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir “drogados” de felicidade, porque na realidade são opiáceos naturais produzidos por nosso próprio cérebro, que mitigam a dor e geram prazer. A informação é do corredor especialista e treinador de easyrunning Luis Javier González.

Simplifique, no lazer e no trabalho

“Precisamos identificar o que é verdadeiramente importante e nos concentrar nisso”, propõe Tal Ben-Shahar. Já se sabe que, quem tenta fazer demais, acaba conseguindo realizar pouco e, por isso, o melhor é se concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer. “É melhor desligar o telefone e se desligar do trabalho nessas duas ou três horas que você passa com a família”.

Aprenda a meditar

Esse simples hábito combate o estresse. Miriam Subirana, doutora pela Universidade de Barcelona, escritora e professora de meditação e mindfulness, assegura que “à longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda as pessoas a enfrentarem melhor as armadilhas da vida, superarem as crises com mais força interior e serem mais elas mesmas diante de qualquer circunstância”. Ben-Shahar acrescenta que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.

Treine a resiliência

A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente. Concretamente, “nosso nível de felicidade vai determinar ao que nos apegamos e a força do sucesso ou do fracasso”. Isso é conhecido como locus de controle, ou “o lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos”, um termo descoberto e definido pelo psicólogo Julian Rotter em meados do século 20 e muito pesquisado com relação ao caráter das pessoas. Os pacientes depressivos atribuem seus fracassos a eles próprios e o sucesso a situações externas, enquanto as pessoas positivas tendem a pendurar-se medalhas no peito, atribuindo os problemas a outros. Mas assim perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise e que foi emprestado originalmente da física e engenharia, áreas nas quais descreve a capacidade de um material de recuperar sua forma original depois de submetido a uma pressão deformadora. “Nas pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos”, diz o médico psiquiatra Roberto Pereira, diretor da Escola Basco-Navarra de Terapia Familiar.

Com informações do jornal El País

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