Como organizar as finanças para morar sozinho?

Por Patricia Machado em 05/09/2017

Morar sozinho é um passo muito importante – e desejado. Afinal, sair da casa dos pais é sinônimo de independência e amadurecimento. Por isso, essa decisão não pode ser realizada durante um momento de impulso. Ela deve ser planejada e organizada.

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“Ao morar com os pais, você não paga aluguel, energia elétrica e internet e também não tem gastos com alimentação, por exemplo. Ao decidir sair de casa sem planejamento, você irá se deparar com muitas mudanças. Por causa disso, muita gente acaba voltando para a casa dos pais porque não planejou como sair de lá”, explica Reinaldo Domingos, especialista em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros.

De acordo com uma pesquisa recente divulgada pelo SPC Brasil e CNDL, 66% das pessoas que moram sozinhas não fazem um controle efetivo dos seus gastos. Além disso, 25% delas estão com saldo devedor, com dívida média de R$ 1.500.

Um erro comum na hora de sair da casa dos pais em busca da independência é calcular apenas o valor do aluguel e condomínio e verificar se esse montante cabe no seu orçamento. No entanto, quem mora sozinho tem mais gastos do que isso. É preciso anotar o custo que você terá com energia elétrica, internet, televisão a cabo e alimentação, por exemplo.

Um erro comum na hora de sair da casa dos pais é calcular apenas o valor do aluguel e condomínio

“Muitas pessoas que moram sozinhas não têm tempo para cozinhar e acabam pedindo comida com mais frequência. Isso tudo deve ser colocado na planilha de gastos”, alerta o especialista. Outro ponto importante é calcular a distância do novo endereço até o trabalho. Caso ele seja mais longe, os gastos com transporte irão aumentar. Lembre-se também de incluir os gastos com imprevistos, como o conserto de eletrodomésticos.

Para não correr riscos, o especialista recomenda que, ao calcular todos os gastos mensais que você terá ao morar sozinho, você comece a guardar esse valor em uma poupança pelo período de doze meses. Depois, poderá começar a mudança. “Esse dinheiro precisa estar guardado porque ele garantirá que, caso você perca o emprego ao se mudar, por exemplo, você consiga continuar morando sozinho por, pelo menos, um ano”, orienta Reinaldo.

Caso você perceba que, ao calcular os gastos, o orçamento necessário para sair de casa é alto, a dica é convidar alguns amigos para dividir o apartamento. “Ao optar por compartilhar um apartamento com os amigos, faça todos os cálculos e tente diminuir o seu custo em até 75%. Assim, não fica pesado para ninguém”, aconselha o especialista em educação financeira.

Fotos: Getty Images