Como descobrir o seu perfil de investidor?

Por Mariana Castro em 13/12/2017

Muitos já ouviram a expressão “faça seu dinheiro trabalhar por você”. Ela se refere a ideia de investir – prática que faz seu dinheiro render para auxiliar na construção de patrimônios e no alcance de objetivos e sonhos. E qualquer um pode fazer isso, mesmo que o montante inicial não seja tão expressivo.

Na hora de investir, saber o seu perfil de investidor é um passo muito importante. “O perfil mostra qual a relação de risco que o investidor tolera, além de indicar quanto de retorno ele deve conseguir dentro desse perfil”, explica Ricardo Mollo, CEO da Brain Business School. “Ser bem sucedido está relacionado a ter a melhor rentabilidade, adequada à quanto de risco se está disposto a correr”, completa.

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Os bancos e corretoras de investimentos classificam os investidores, geralmente, em quatro tipos: conservador (ou prudente), moderado (ou equilibrado), dinâmico e agressivo (ou arrojado). Quanto mais agressivo o perfil do investidor, por exemplo, maior sua propensão a correr riscos e, consequentemente, maior sua ambição por rentabilidade.

Saber o seu perfil ajuda a definir o tipo de investimento mais adequado para sua necessidade de retorno, comparado ao risco que está disposto a correr e levando em conta suas limitações de tempo e liquidez. “É claro que o perfil de um investidor pode mudar ao longo da vida à medida que a pessoa evolui, acumula mais renda e ganha mais conhecimento e experiência sobre investimentos, por exemplo”, conta Ricardo.

Segundo ele, as diferenças existentes entre os perfis estão relacionadas aos seguintes aspectos:

Conhecimento dos produtos de investimento

Quanto mais se conhece sobre cada investimento, maior a possibilidade de investir em produtos mais complexos. É importante saber os riscos associados a estes produtos para fazer escolhas mais alinhadas com seus objetivos.

Experiência com investimentos

A experiência faz com que os investidores entendam que, quando correm riscos, podem haver oscilações durante o prazo do investimento. Isso, a curto prazo, pode inclusive reduzir o valor do capital investido. Geralmente, quanto maior a experiência do investidor em relação aos investimentos, maior sua propensão de investir em produtos mais complexos e de maior risco.

Propensão e aversão a correr riscos

Os investidores com maior propensão a investir em produtos complexos e de maior risco são, geralmente, pessoas com maior renda, capacidade de geração de reserva, experiência com investimentos ou mais jovens.

Limitações para assumir riscos

Seja o prazo das aplicações, a necessidade de liquidez ou a falta de renda, quanto menores forem as limitações, mais chances de um investimento em produtos complexos e de maior risco.

Necessidade ou expectativa de rentabilidade

Quanto maior a ambição por rentabilidade, maior a probabilidade de assumir riscos.

Fase da vida

Existe um ciclo de acumulação de capital durante a vida. Geralmente, as pessoas começam a acumular reservas para investir a partir dos vinte anos e chegam ao seu pico de acumulação antes de sua aposentadoria. Os jovens podem correr mais riscos porque têm mais tempo de vida para recompor suas reservas, caso venham a perder. Quanto mais perto da aposentadoria, teoricamente, maior a limitação para assumir riscos, pois a possibilidade de acumulação diminui.

Capacidade de geração de renda

Quanto maior a capacidade de ganhos extras e de recomposição de renda, maior a propensão a assumir riscos.

Quantidade de recursos disponíveis para o investimento

Naturalmente, quanto mais recursos se tem, maior a possibilidade de correr riscos.

Os jovens podem correr mais riscos porque têm mais tempo de vida para recompor suas reservas, caso venham a perder dinheiro

Não há um ramo específico que se adequa mais a um tipo de investidor. “Geralmente investidores mais conservadores tendem a investir em produtos com capital garantido, como títulos do governo, CDBs pré-fixados e fundos de renda fixa”, revela Ricardo. Já os moderados começam a investir em fundos multimercado, títulos atrelados a indexadores de inflação e, eventualmente, ações de empresas consolidadas e maduras. “Os agressivos investem em diversos outros títulos com mais risco, como ações, ouro, dentre outros”, complementa o professor de finanças.

Para quem está começando a investir, é indicado procurar um consultor de investimentos confiável, como o gerente do seu banco por exemplo. Ele irá orientá-lo sobre onde investir, além de montar uma carteira de investimentos que se adeque ao seu perfil como investidor e aos seus objetivos de resultado e rentabilidade.

Fotos: Getty Images