Como cobrar mais pelos serviços de freelancer?

Por Mariana Castro em 20/04/2018

Está cada vez mais comum que profissionais deixem seus empregos tradicionais e busquem alternativas autônomas. Um exemplo disso é o freelancer, que sem vínculo empregatício, trabalha de acordo com a produção e ganha de acordo com a quantidade ou dia de trabalho.

O famoso “freela” tem ganhado mais visibilidade pois, para alguns, é mais vantajoso financeiramente trabalhar desta forma. Uma das desvantagens, entretanto, é que é preciso se planejar para que seu ganho mensal seja o suficiente tanto para se sustentar, quanto para guardar uma reserva de segurança.

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Calcular o valor do seu trabalho é o principal passo para se tornar um freelancer. Não existe uma fórmula definitiva, uma vez que varia de acordo com as áreas de atuação. Matheus de Souza, que é cofundador e redator do Befreela, portal focado em carreira freelancer e nomadismo digital, deu dicas dos aspectos a serem levados em conta.

“No meu caso, primeiro eu calculei o valor que preciso para viver durante o mês. Depois, defini quantas horas trabalharia por dia e quantas horas precisaria para executar meus serviços”, revela o empreendedor, considerado pelo LinkedIn como o terceiro brasileiro mais influente da rede no ano de 2016. “Pesquisei os preços da concorrência para saber se estava dentro do padrão. Então, defini o meu preço, fazendo uma média entre o cálculo inicial e o preço da concorrência”, completa ele.

Segundo ele, é comum você fazer permuta no começo, por exemplo. Além disso, negociações são consideradas um luxo. A dica para lidar com isso é se tornar relevante na sua área. “Para isso, eu construí um portfólio online com o meu conhecimento, obtive reconhecimento e hoje posso cobrar mais pelos meus serviços devido a essa ‘autoridade digital’ que conquistei”, explica Matheus.

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É por isso que, para quem está começando e não tem um portfólio para mostrar, a dica é criar um blog ou escrever em outras plataformas, como o LinkedIn, sobre sua área de atuação. Isso dará visibilidade para o seu trabalho, expandindo sua rede de contatos.

“Atualmente eu ganho muito mais do que ganhava nos tempos de CLT. Mas, por causa desta autoridade digital que comentei”, diz Matheus. Se torne relevante na sua área e não importará ser freelancer, CLT ou empreendedor, você terá estabilidade financeira. “No caso dos freelancers, sempre feche contratos de, no mínimo, seis meses. Isso lhe dará alguma garantia em tempos mais difíceis”, aconselha ele.

Foto: Getty Images