6 erros que cometemos na hora de fazer um planejamento financeiro

Por Mariana Castro em 01/12/2016

O início do ano é o momento perfeito para nos organizarmos financeiramente. Além do sentimento de renovação e disposição para mudanças que vêm com a virada, o bolso está mais folgado com o recebimento do 13º salário. Portanto, se você precisa organizar melhor seu dinheiro e se planejar financeiramente para pagar as contas e economizar, o primeiro passo é elaborar um plano de ação.

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Controlar os gastos parece simples, mas alguns deslizes podem te deixar insatisfeito na hora de poupar. Em texto para a Você S/A, Thiago Alvarez, que é sócio fundador do aplicativo de controle financeiro Guia Bolso, reuniu erros graves na hora de se planejar financeiramente. Confira:

Achar que ganha mais do que ganha

Para se planejar financeiramente, é necessário olhar, em primeiro lugar, para sua renda. É importante lembrar, portanto, de considerar seu salário líquido, que é o que, de fato, entra em sua conta bancária. Muitas pessoas acabam contando com o salário bruto, e esse é um dos motivos para acreditarem ganhar mais do que ganham. Segundo uma pesquisa do Guia Bolso, as pessoas superestimam a própria renda, em média, em 8,6%.

Pensar que gasta menos

Sem observar com o que você gasta seu dinheiro, acaba por gastá-lo muito mais. É importante analisar suas despesas detalhadamente nos anos anteriores, para ver onde você pode economizar e se planejar de forma realista. Sem nem notar, você pode acabar gastando muito mais do que imagina com saídas noturnas ou restaurantes, por exemplo.

Não se questionar

É muito importante que você esteja sempre analisando suas despesas, para poder cortar o que já não é mais necessário. Fique atento a planos de celular e se pergunte se são realmente necessários muitos minutos para falar quando você só se comunica por Whatsapp. Ou seu plano de televisão, por exemplo, com diversos canais que talvez você nem assista. A recomendação é que você gaste pouco menos de metade do orçamento com transporte, moradia, saúde, educação e mercado e 15% para pagar dívidas ou investimentos. O restante pode ser gasto com lazer, como bares, restaurantes, compras e viagens. É assim que está dividido seu orçamento atualmente? Reflita.

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Não ter uma reserva

É preciso estar preparado para imprevistos, pois assim você não precisará recorrer a um empréstimo em caso de emergências. Ele acabaria desequilibrando o orçamento e, por isso, recomenda-se criar uma poupança com um montante equivalente a até seis salários para eventualidades.

Não investir

É preciso analisar o melhor tipo de investimento para você, mas deixar seu dinheiro parado não é uma boa opção. Além da reserva de emergência, você pode programar uma aplicação mensal em seu banco, que investirá o valor automaticamente. Assim, você não terá problemas com esquecimento ou falta de dinheiro no fim do mês. O levantamento do Guia Bolso mostrou que apenas 9,4% das pessoas consegue poupar e investir ao fim do mês. Mas, caso não tenha dívidas a pagar, o ideal é que ao menos 15% do salário seja destinado a investimentos. Fundos DI e CDBs de bancos médios são uma boa opção, uma vez que são de baixo risco e dão um bom retorno.

Manter dívidas caras

Entrar em dívidas caras para conseguir fechar as contas é um erro muito comum. O cheque especial e rotativo do cartão de crédito é uma delas, uma vez que os juros rotativos do cartão, por exemplo, ultrapassam 400% ao ano. Se você está com essas dívidas, pode trocá-las por outras mais baratas. O empréstimo pessoal, por exemplo, tem juros de 50% ao ano e pode ser usado para quitar a dívida com cartão de crédito. Sempre vale tentar negociar com a instituição financeira novas condições de pagamento, pois muitas vezes elas acabam por reduzir os juros.

Foto: Getty Images