Mochila pesada pode afetar a coluna das crianças

Por Redação Apontador em 19/03/2015

As aulas começaram faz pouco tempo, porém, um problema recorrente que os pais e professores precisam ficar atentos é com o peso extra que as crianças carregam em suas mochilas, o que pode trazer problemas de coluna a curto, médio e longo prazo.

“A carga da mochila não deve passar mais de 10% do peso da criança”, afirma o ortopedista Artur Marques.  Ou seja, uma criança com 25 kg, por exemplo, não deve levar mais que 2,5 kg na mala. Outra dica importante que Marques dá é para que os pais fiquem atentos na hora da criança carregar a mochila, pois ela deve estar apoiada nos dois ombros para dividir o peso.

“Coloque os objetos mais pesados sempre na abertura principal da mochila, próximos às costas da criança, o que evita forçar a coluna para trás. Além disso, o fundo da mochila deve estar sempre bem posicionado, não ultrapassando a cintura da criança (8 cm acima da bacia), e apoiado na curva da região lombar. A parte superior também não deve ultrapassar a altura dos ombros e a largura da mochila não deve ultrapassar a largura do tronco”, completa o especialista.

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Também é primordial que a mochila tenha alça com comprimento adequado para que a criança ande sem fazer torção ou inclinação do tronco, pois isto pode provocar problemas até piores que as mochilas nas costas. Para crianças menores, as rodinhas devem ser o maior possível, podendo transpor obstáculos sem muita força e facilitando subir escadas. A criança sempre deve estar reta com essa mochila.

Caso a mochila da criança não seja regulada para o seu peso e altura, alguns problemas podem aparecer. Eles vão desde os mais comuns como o desencadeamento de vícios posturais, que ocorrem quando determinado grupo de músculo apresenta encurtamento, até quadros mais avançados de dor, principalmente, na região lombar.

“Para amenizar os sintomas, o primeiro passo é verificar o peso da mochila, como está sendo carregada, a sua posição no corpo da criança e corrigi-la. Se a dor ou o desconforto persistir, o segundo passo é procurar um ortopedista para verificar se existe algum desvio dos eixos fisiológicos da coluna e assim corrigi-lo, evitando causar danos permanentes no futuro”, completa Artur Marques.

(Por Lilian Rossetti)