Quatro lugares para comer cuscuz em São Paulo

Por Mariana Castro em 20/09/2017

O cuscuz é um prato que já faz parte da gastronomia brasileira. De origem africana, ele foi trazido para o país ainda durante a colonização dos portugueses. Desde então, diversas formas de preparo foram desenvolvidas. Tendo como base cereais triturados, como polvilho, milho ou trigo, por exemplo, o cuscuz ganhou a mesa dos brasileiros.

Hoje em dia, ele também é produzido industrialmente e distribuído por diversas regiões. Desde o cuscuz marroquino, trazido pelos árabes do Marrocos, até o cuscuz paulista, que inclui ingredientes como palmito, pimentão e ovo, o prato pode ser apreciado por vários paladares. O cuscuz nordestino ainda é um dos mais tradicionais, feito no vapor apenas com sal e umedecido, geralmente, com leite de coco.

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Se, ao imaginar todas essas delícias, você também ficou com água na boca, confira alguns restaurantes em São Paulo onde é possível encontrar o melhor dos principais tipos de cuscuz.

Almanara

O restaurante árabe já é velho conhecido dos moradores de São Paulo. Sua fama, entretanto não é à toa. A culinária vinda do Líbano é expressa de forma fiel nos pratos da casa. Além do kibe e da esfiha, por exemplo, outras comidas já estão cada vez mais incorporadas na gastronomia brasileira. É o caso do cuscuz marroquino, preparado e servido de forma diferente do brasileiro, mas que também conquista os apreciadores de uma culinária rica. No Almanara, o acompanhamento é servido frio com grãos de trigo integral, tomate, rabanete, salsinha, cebolinha, hortelã, uva passa e amêndoas.  Ele pode ser degustado com a famosa kafta da casa ou com o delicioso kibe cru, por exemplo.

Dona Lucinha

Vinda de Minas Gerais, Dona Lucinha abriu o restaurante com seu nome na capital paulista para oferecer o sabor e a cultura alimentar do seu estado. Mais que isso, ela resgatou a cozinha dos tempos e da região colonial de Minas Gerais, durante o ciclo do ouro e do diamante. Você pode experimentar o buffet ou optar pelo sistema executivo ou à la carte. As receitas tradicionais incluem o feijão tropeiro, frango com quiabo e vaca atolada. Aos domingos e feriados, o restaurante serve um café da manhã de tirar o fôlego. Com biscoitos, bolinhos de chuva, bolos, empadas e, claro, pão de queijo, é possível experimentar os melhores quitutes dessa gastronomia. O famoso cuscuz de rapadura com queijo é preparado na hora, assim como o mingau de fubá e ovos mexidos. É uma experiência gastronômica imperdível.

Jesuíno Brilhante

Inspirado no cangaceiro Jesuíno Alves de Melo Calado, o restaurante traz para o bairro de Pinheiros toda riqueza da culinária do sertão nordestino. A ideia veio do jornalista Rodrigo Levino que, nascido no Rio Grande do Norte, quis matar a saudade dos sabores de sua terra. Por isso, a casa serve pratos caseiros com a qualidade que só as panelas do Nordeste produzem. Exemplo disso é a deliciosa carne de sol do Jesuíno Brilhante, servida de três maneiras: na chapa, como paçoca (bem triturada) ou desfiada e cozida na nata. É possível escolher dois acompanhamentos e a disputa é acirrada entre o cremoso arroz de leite com queijo coalho e o feijão de corda, afinal o cuscuz nordestino com tomate e coentro já tem seu espaço garantido.

Solo Cozinha & Bar

Denominada cuscuz caipira, essa variação do cuscuz tem espaço cativo na cena gastronômica paulista. No Solo, é possível experimentá-lo na versão de Danilo Gozetto, chef renomado com passagem por restaurantes como a Bráz Trattoria. Para comer de colher, o prato consiste em caldo de galinha engrossado com farinha de milho e contém pedaços da ave, azeitona, palmito, ervilha e ovo poché. No restaurante, ainda é possível desfrutar de uma ótima barriga de porco ou bacalhau com mandioquinha. De bolinhos de polenta com gorgonzola ao bife ancho, a casa demonstra que não tem medo de misturar sabores e temperos. E faz isso muito bem.

Fotos: Divulgação/ Getty Images/ Reprodução