Benefícios dos alimentos orgânicos para a saúde

Por Patricia Machado em 06/11/2017

De acordo com dados do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável, a procura por alimentos orgânicos cresceu no ano passado, movimentando o setor. Os números mostraram que a busca por esse tipo de comida cresceu 20%. Além disso, o número de produtores no Estado de São Paulo triplicou desde 2015, ultrapassando 1.700 profissionais.

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“As pessoas estão procurando cada vez mais os alimentos orgânicos porque estão buscando melhorar a qualidade de vida e a saúde física, prevenir doenças e preservar o meio ambiente”, explica Camila Avileis, nutricionista do Centro Terapêutico Máximo Ravenna de São Paulo.

Os alimentos orgânicos são aqueles produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos, sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos. As técnicas usadas no processo de produção respeitam o meio ambiente e visam manter a qualidade do alimento.

“O consumo de alimentos com agrotóxicos pode causar diversas doenças, como diabetes, depressão, alergias respiratórias, câncer, distúrbios de tireoide e mal de Parkinson e também pode provocar o aborto”, alerta a nutricionista.

Quais são os benefícios dos alimentos orgânicos?

Esse tipo de alimento traz inúmeros benefícios para a saúde e também colabora com a economia. De acordo com a especialista, a produção contribui para a melhoria das condições socioeconômicas das comunidades rurais, gerando emprego e renda para quem vive longe dos centros urbanos. Além disso, esses alimentos são mais saudáveis e o método de produção reduz a poluição ambiental e colabora com a conservação do solo.

“Os alimentos orgânicos são mais saborosos. As frutas e hortaliças orgânicas também concentram mais vitaminas e fitoquímicos de ação antioxidante. A concentração de nutrientes pode chegar a ser vinte vezes maior do que em alimentos comuns”, afirma Camila.

Os alimentos orgânicos são mais saborosos e possuem uma concentração maior de nutrientes

Para ser considerado orgânico, o produto tem que ter, no máximo, 5% de ingredientes não-orgânicos. Também é importante que o produto tenha certificados que comprovem a sua procedência. Se a composição do alimento tiver a proporção de 70% de ingredientes orgânicos e 30% de ingredientes não-orgânicos, ele pode ser considerado, apenas, um alimento com ingredientes orgânicos. Mas, caso a proporção de orgânicos em sua composição seja abaixo de 70%, ele não recebe nenhum tipo de especificação.

“A única desvantagem dos alimentos orgânicos é o preço. Eles, de fato, são mais caros pois precisam de mais mão de obra e cuidado na produção e a quantidade produzida é em menor escala. É possível encontrar esses alimentos com pequenos produtores”, explica Camila.

Foto: Getty Images