Como escolher uma empresa de segurança eletrônica?

Por Mariana Castro em 11/04/2018

Quando alguém vai comprar um carro, já costuma saber a marca, modelo e acessórios que quer. Isso porque, ao ter referências e parâmetros de comparação, fica mais fácil definir o objeto de desejo. No caso de dispositivos de segurança, seja para casa ou para o escritório, o cenário já é bem diferente.

“Ao pensar em uma câmera, por exemplo, há uma quantidade enorme de opções que o cliente costuma desconhecer, o que faz com que ele não escolha tão bem”, revela Tácito Leite, diretor da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Por isso, o mais indicado é partir de outro pressuposto: identificar qual é o problema daquele cliente e sua real necessidade.

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“Ele pode achar que o que precisa é uma câmera, quando o necessário para sua casa é apenas um controle de acesso”, explica Tácito, que também é sócio-diretor da Núcleo Consultoria. “Nesses casos, se algo dá errado, é comum culpar a tecnologia quando, na verdade, foi a escolha errada para solucionar o problema”, continua ele.

Por isso, antes de contratar uma empresa de segurança, é necessário se aprofundar no assunto ou buscar uma consultoria que oriente. Só então é recomendado que o cliente procure as especificações e o que as empresas oferecem, a fim de fazer uma melhor contratação. “A sigla utilizada para esta dinâmica é PPT: pessoas, processos e tecnologias”, conta o especialista. “Ou seja, pessoas precisam conhecer o processo e utilizar da tecnologia para ampliar nossos sentidos, como visão e audição”, completa.

Como escolher uma empresa de segurança eletrônica?

Depois de entender o problema, definir a solução e escolher um faixa de empresas que atendam à ela, é preciso garantir que ela seja legalmente constituída. “Confira o CNPJ, por exemplo, pois sem ele nada pode ser cobrado na Justiça”, alerta Tácito. Verifique onde está localizada a sede, há quanto tempo a empresa está no mercado, quem são seus representantes e quem faz a reparação.

“Uma tecnologia que está no Brasil há menos de, pelo menos, cinco anos, ainda está em período de maturação”, acredita o diretor. “É arriscado contratar nesse caso pois, se houver algum problema mecânico, a empresa pode ter fechado as portas”, aconselha ele. Por isso, é importante que haja distribuidores já estáveis no país caso precise de novas peças.

Também é importante saber quem desenvolve os projetos e executa as instalações. É recomendado que a equipe não seja terceirizada ou freelancer, uma vez que não há garantia de que sejam bons funcionários. “Mesmo que a empresa esteja no mercado há mais de cinco anos, não há como saber se o funcionário usará da sua vulnerabilidade – entrando na sua casa, sabendo da sua rotina e de seus bens – para algo negativo”, lembra Tácito.

Ao pensar em uma câmera, por exemplo, há uma quantidade enorme de opções que o cliente costuma desconhecer, o que faz com que ele não escolha tão bem

Os dispositivos de segurança eletrônica costumam ter uma variação de preços muito grande. Para leigos, é difícil saber se é um preço justo, uma vez que não têm parâmetros ou conhecimento técnico. Por isso, é fundamental buscar uma consultoria ou se aprofundar no tema, fazendo pesquisas que ajudem a tomar a melhor decisão. “Existem muitas tecnologias semelhantes, então é importante buscar referências e pessoas falando sobre aquele serviço”, indica o especialista.

Por fim, o diferencial de uma empresa de segurança eletrônica é oferecer um projeto para o cliente. Desta forma, ele consegue visualizar o que precisa, o que vai adquirir e como aquela solução irá ajudá-lo. Além disso, a empresa pode dar opções, e não apresentar uma solução como a única possibilidade. Isso demonstra que a empresa está preocupada em agradar, oferecendo tecnologias e preços diferentes para que o cliente escolha o que é melhor para ele.

Fotos: Getty Images