Como escolher um alarme residencial?

Por Mariana Castro em 03/03/2018

Para se sentir bem morando em uma casa, é fundamental se sentir seguro. Nos dias de hoje, não basta construir um muro alto para isso. É preciso investir em sistemas de segurança, a fim de dormir tranquilo sabendo que sua família está fora de risco. As opções são inúmeras, variando desde os mais baratos, comprados pela internet ou em lojas de produtos eletrônicos, até sistemas profissionais de segurança.

Um alarme residencial consiste em um sistema eletrônico de proteção patrimonial, destinado a dar avisos de perigo de intrusão no imóvel. “Alguns são dotados de inteligência artificial, que entende a rotina do imóvel e avisa sobre atividades inesperadas, como alguém cruzando a sala às três horas da manhã, por exemplo”, explica Márcio Martuscelli, diretor geral da AlarmBR.com.

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Em geral, um usuário pode utilizar o sistema de alarme para armar e ficar em casa ou armar e sair. Na primeira opção, são ativados apenas os sensores de abertura perimetrais. O usuário poderá circular livremente no interior de sua residência e qualquer tentativa de intrusão através de portas ou janelas será imediatamente relatada. “Esta configuração é utilizada, por exemplo, durante o descanso noturno ou quando crianças, idosos ou funcionários ficam sozinhos em casa”, conta Márcio.

A segunda forma é utilizada quando a casa está vazia, em razão de trabalho, escola ou viagens, por exemplo. Neste caso, permanecem ativos também os sensores de movimento. “Para evitar falsos alarmes, os sistemas mais modernos possuem detectores de movimento com a tecnologia pet immune, ou seja, não alertam a presença de animais de estimação até determinado peso”, revela o especialista.

Como funciona o alarme residencial?

Os sistemas de alarme residencial são compostos, basicamente, por um gateway de comunicação, que funciona como o painel central, e por sensores diversos, tais como de abertura para portas e janelas e de detecção de movimento. Geralmente, os sistemas de alarme são complementados por circuitos fechados de TV. As imagens das câmeras podem ser acessadas localmente ou, nos sistemas mais modernos, através de aplicativos móveis.

O meio de comunicação entre o gateway e a central de monitoramento também é importante. Alguns sistemas se comunicam por sinais de rádio ou telefone fixo. “Quando o alarme dispara, o painel envia um sinal para a central de monitoramento, que vai realizar contatos telefônicos com os responsáveis pela residência para verificar o que ocorreu, bem como acionar os órgãos de segurança privados e públicos nos casos de suspeita ou de confirmação de invasão”, explica Márcio.

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Os sistemas mais modernos utilizam a rede celular e a própria internet para esta comunicação. Dependendo do risco da sua residência, o ideal é contratar um sistema dual patch, ou dupla via de comunicação, que conta com celular e internet. “Isso resolve os bloqueadores de frequências que criminosos podem utilizar para inibir a comunicação, além de outros problemas recorrentes de comunicação, comuns no cenário nacional”, aconselha o diretor.

Alguns sistemas mais modernos enviam notificações push de alarmes diretamente para o smartphone, smartwatch e tablet do responsável pelo imóvel, contendo fotos de sensores de presença ou clipes de vídeo gravados através de câmeras. Com imagens em alta definição e visão noturna, é possível identificar imediatamente o fato gerador do alarme.

Como escolher um alarme residencial?

Nos sistemas mais modernos, os sensores de alarme são wireless (sem fio) e podem ser instalados com fita dupla face, evitando a realização de obras estruturais na residência. Eles são facilmente realocados nos ambientes ou mesmo em outro endereço. Sensores sem fio também podem ser facilmente instalados em gavetas que contenham objetos de valor, portas de armários, adegas e cofres, para monitoramento de acessos indevidos.

Há sistemas profissionais que podem ser comprados pela internet e são facilmente instalados pelo comprador, pois são configurados em laboratório e os dispositivos não possuem fio. “Desta forma, o usuário evita que estranhos entrem no seu lar para fazerem orçamentos e instalações, observando as suas posses, a constituição da sua família e a sua rotina”, alerta Márcio.

É possível escolher um sistema de segurança sozinho, desde que o interessado pesquise a fundo as tecnologias disponíveis e as empresas fornecedoras. Mas, em geral, a orientação de um profissional especializado é muito importante, pois ele saberá explicar todas as possibilidades do sistema e fará um projeto personalizado para a sua residência. “O ideal é contatar empresas diferentes para que o consumidor possa obter argumentos sólidos para a tomada de decisão”, indica o especialista.

Sistemas mais modernos enviam notificações push de alarmes diretamente para o smartphone ou tablet, com imagens em alta definição e visão noturna.

Um fator a ser considerado na escolha de um sistema de alarme residencial é a privacidade e a segurança da sua família. “Na hora de contratar o sistema de alarme, você deve fazer perguntas como: Quem garante que as imagens das câmeras ou dos sensores de fotos não estão sendo visualizadas por operadores de uma central de monitoramento? Se alguém acessar a minha rede Wi-Fi conseguirá enxergar as imagens das minhas câmeras? Um operador pode desarmar o sistema da minha residência sem a minha permissão? Quem tem acesso ao histórico de atividades dos sensores para saber quando há pessoas na residência?”, aconselha Márcio.

Sites de reclamações e redes sociais também são excelentes fontes de informações sobre os produtos oferecidos e serviços prestados pelas empresas. Os principais erros na hora de escolher um sistema de alarme residencial são considerar apenas o preço do sistema e comprar por impulso.

“Com o advento da Internet das Coisas (IoT), considere a aquisição de um sistema integrado de alarme, vídeo e automação residencial para a sua casa”, indica o especialista. É o conceito moderno da casa inteligente, ou smarthome em inglês. Com ele, você poderá receber clipes de vídeo em seu celular sempre que a porta de sua residência for aberta ou um alarme disparado, visualizar imagens de sua casa ao vivo e com áudio (escutar e falar através das câmeras), limitar o acesso de funcionários em determinados horários através de fechaduras eletrônicas, controlar idosos na residência, recebendo avisos de inatividade ou queda, ligar luzes automaticamente quando estiver chegando em casa, além de inúmeras outras funcionalidades. “E detalhe: com custos similares aos de um sistema simples de alarme”, finaliza Márcio.

Fotos: Getty Images