Como comprar um imóvel no exterior?

Por Patricia Machado em 25/09/2017

O interesse dos brasileiros por adquirir um imóvel no exterior é crescente. De acordo com dados do Banco Central, entre 2007 e 2015, houve um salto de 201% no valor aplicado nessa operação. Os fatores que motivam a compra é o desejo de ter um local para passar as férias, a vontade de viver em um país mais seguro e a oportunidade de utilizar a residência como um investimento.

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“Hoje, não existe uma regra para investimento, cada perfil de comprador possui sonhos, desejos, necessidades e expectativas diferentes. Para muitas pessoas, a aquisição de um imóvel fora do país é um projeto de vida”, afirma Ernani Assis, vice-presidente executivo da RE/MAX Brasil, rede de franquias imobiliárias.

Do ponto de vista tributário, comprar um imóvel no exterior é simples. A operação não é tributada e o comprador só paga o IOF de 0,38% para conseguir enviar o dinheiro do Brasil para outro país. No entanto, é preciso ter atenção na hora de escolher o imóvel para não cometer erros que, no futuro, podem gerar problemas.

“O principal erro é a realização de uma compra rápida, pautada pela emoção. Também é comum que as pessoas adquiram um imóvel sem o suporte de um especialista imobiliário e de um especialista jurídico, tanto na área fiscal como de vistos. É preciso ficar atento”, explica Rodrigo Luna, presidente da Fiabci-Brasil (Federação Internacional Imobiliária).

Uma pesquisa feita pelo Banco Central mostrou que, entre os brasileiros que apostam em imóveis no exterior, as preferências são por casas nos Estados Unidos (39,8%), França (10,2%), Portugal (8,7%) e Espanha (4,6%). “Portugal é o destino do momento por causa da estabilidade, segurança, língua, educação, cultura e estilo de vida, o que se traduz em excelentes oportunidades de investimento. Em seguida, os Estados Unidos é o país que mais tem atraído investidores brasileiros”, analisa Eliane Ribeiro, broker da RE/MAX Portugal.

Para acertar na compra de um imóvel no exterior, além de fazer uma intensa pesquisa, é preciso analisar o objetivo da propriedade escolhida e como os custos de manutenção do local irão impactar no orçamento.

“A escolha de um bom imóvel deve levar em conta qual é o principal objetivo do lugar, que pode ser uma residência permanente ou parcial, para lazer e para locação. Isso deve impactar na escolha do bairro da casa, por exemplo”, aconselha Rodrigo. “É importante considerar que, nas cidades principais europeias e americanas, residir no centro turístico ou financeiro costuma ser muito oneroso e nem sempre é o mais indicado. A escolha também deve ser pautada na mobilidade, pois é comum que as pessoas que adquirem imóveis no exterior realizem muitos deslocamentos internos e externos”, completa.

Outra dica é procurar uma assistência imobiliária e jurídica para avaliar com clareza as condições do imóvel e as obrigações legais de ter uma residência em outro país. “O bom imóvel é aquele que supre todas as necessidades do cliente e que cabe no orçamento familiar. Por isso, procurar um especialista do mercado para suprir as necessidades relacionadas à localização, integração social, como escolas, hospitais e transporte e aspectos financeiros, contábeis e tributários são importantes”, orienta Ernani.

Fotos: Getty Images