Qual a diferença entre direção hidráulica e direção elétrica?

Por Mariana Castro em 07/12/2017

Foi-se o tempo em que fazer uma baliza exigia um enorme esforço braçal. Hoje em dia, os carros contam com mecanismos para tornar a direção mais leve e macia. Por isso, na hora da compra, além do modelo e cor, o tipo de direção do veículo é um aspecto que precisa ser levado em consideração. O consumidor pode optar pela direção hidráulica, elétrica e até mesmo eletro-hidráulica. Além disso, é importante saber como funciona cada uma delas para escolher o tipo mais vantajoso.

“No caso da hidráulica, por exemplo, uma bomba é acionada por uma das correias do motor, enviando óleo com pressão pelas mangueiras até a caixa de direção”, explica Homero Citro, gerente geral da Volkswagen Carrera. “Desta forma, girar o volante se torna mais leve por conta da pressão hidráulica que suaviza a movimentação das rodas e o peso do carro“, completa.

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Já na direção elétrica, não é necessária a utilização de óleo hidráulico. Ela conta com um motor elétrico que fica na própria caixa de direção e se encarrega de suavizar o movimento do volante. “Nos sistemas de caixas elétricas, a direção ganha um pouco mais de leveza se comparada com o sistema hidráulico”, revela Homero.

Por fim, a direção eletro-hidráulica é uma mistura dos outros dois tipos. “A diferença é que, ao invés da bomba hidráulica, o sistema de óleo com pressão é acionado por um motor elétrico”, afirma o especialista.

Por ser um sistema mais antigo, a direção hidráulica ainda é a mais utilizado pelos motoristas. Apesar disso, ela conta com maior possibilidade de vazamentos, ruídos e folgas no sistema, já que é composta por mais conexões e mangueiras. Por outro lado, seu custo de reparo é baixo, uma vez que as peças de reposição são mais fáceis de serem encontradas.

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Mesmo com o custo de reparo elevado, a direção elétrica é mais vantajosa economicamente, uma vez que o sistema garante maior leveza ao motor.  “Isso diminui o consumo de combustível pois não é preciso fazer a bomba hidráulica girar”, conta Homero. “Além disso, ela é mais recomendada por seu conforto, uma vez que fica muito leve durante as manobras e não exige muito esforço do condutor”, indica ele.

É importante lembrar que a manutenção da direção precisa ser feita periodicamente, em cada revisão do veículo. Sistemas com direção hidráulica requerem maior atenção, uma vez que contêm mais componentes. “Deve-se verificar sempre o nível do óleo hidráulico, além de possíveis vazamentos e ruídos”, aconselha o especialista. “No caso da direção elétrica, é preciso ficar atento caso esteja fazendo esforço acima do normal para girar o volante”, completa.

Por fim, vale ter cuidado ao passar em vias esburacadas, onde os dois sistemas podem sofrer danos por impactos, folgas ou até mesmo quebra de componentes.

Foto: Getty Images