Como escolher o capacete ideal para andar de moto?

Por Mariana Castro em 04/09/2017

Apesar de ser um dos meios de transporte mais ágeis, a motocicleta é responsável por um número preocupante de mortes no trânsito. Segundo dados analisados pelo Ministério da Saúde em 2015, o número de acidentes de moto que levaram a óbito aumentou 280% em dez anos. Isso equivale a 12 mil vítimas por ano, o que alerta para a importância do uso de capacete e outros acessórios de segurança.

Segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), o capacete é um item de segurança obrigatório para os motociclistas. Sua função é diminuir a gravidade de um acidente, absorvendo a energia do impacto e distribuindo-a pelo casco do capacete, evitando que o impacto atinja a cabeça do usuário. Dependendo do contexto, alguns equipamentos podem até evitar os acidentes, através de cores ou faixas reflexivas, por exemplo.

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Pensando na segurança e em proporcionar conforto durante a pilotagem, é fundamental pesquisar e comparar os modelos antes de escolher um capacete. O primeiro passo é determinar o tipo de uso que você fará do acessório, a fim de analisar se é melhor optar por um modelo fechado, aberto ou off road. “O modelo fechado é aquele que possui a frente totalmente coberta pela viseira e pela estrutura do capacete”, explica Diego Miranda, instrutor de pilotagem do centro educacional de trânsito da Honda.

O modelo aberto contém apenas a viseira, deixando o queixo e pescoço descobertos, e o off road, apenas a estrutura fechada, sendo necessária a utilização de óculos apropriados para a proteção dos olhos. Segundo os instrutores da Yamaha Riding Academy (YRA), a adoção do modelo fechado é a mais segura. Além disso, é imprescindível experimentá-lo antes de adquiri-lo. “O capacete deve ficar justo na cabeça, não podendo de forma alguma se mover ao, por exemplo, chacoalhar a cabeça”, alertam os especialistas da Yamaha.

O capacete, assim como jaqueta, luvas, bota e outros acessórios de segurança, podem evitar lesões e até mesmo prevenir acidentes de moto

Outro passo importante ao escolher um capacete é apurar a qualidade do produto, verificando se ele possui o selo do Inmetro. “Sempre prefira capacetes normatizados, pois isso é uma garantia de que seu sistema de construção, fivelas e forro atendem às normas de segurança exigidas”, aconselha a equipe da Yamaha. É claro que, de acordo com o custo de fabricação, o grau de conforto e segurança aumentam. Mas, essas e outras características, como sistema de ventilação para os dias de calor, acabamento interno confortável e materiais leves e resistente a impactos, configuram, em geral, um bom capacete.

Também é recomendado que o motorista escolha um capacete com a possibilidade de troca de viseira, uma vez que esse componente pode ter um tempo de vida menor que a validade do capacete. “A exposição ao sol faz com que a viseira se desgaste e fique amarelada, diminuindo a visibilidade”, explica o instrutor da Honda. “Além disso, o produto pode ser danificado por pedregulhos e outros objetos que se projetam contra ele durante a pilotagem”, completa Diego.

Por fim, dê preferência a cores claras e vivas pois, além de uma menor captação do calor do sol, elas tornam o acessório mais visível em conduções noturnas. Isso auxilia os demais motoristas a enxergarem o motociclista, aumentando a segurança de todos.

Como conservar o capacete?

A durabilidade do capacete varia de 3 a 5 anos e a troca deve ser realizada conforme a recomendação do fabricante. Além disso, ela deve ser feita imediatamente após um acidente, independentemente do tempo de uso, uma vez que não há como garantir que o produto tenha a mesma resistência no próximo impacto. “Também é importante ressaltar que, após muito tempo de uso, o capacete começa a ficar largo na cabeça do motociclista e, com isso, se torna menos seguro”, alerta Diego.

Para conservar o capacete, é importante realizar periodicamente a limpeza e higienização do mesmo, com produtos específicos para sua conservação. Evite também derrubá-lo, para que não sofra ‘micro-trincas’, e deixá-lo exposto ao sol quando não estiver em uso.

Itens essenciais para aumentar a segurança do motociclista

Acessórios, como jaqueta, luva, calça e bota, não são obrigatórios, mas também são fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Eles protegem contra o frio, chuva e exposição direta ao sol e ajudam a evitar possíveis lesões em caso de queda.

“A jaqueta deve possuir proteção nos ombros, cotovelos e costas, além de ventilação para os dias quentes. As botas devem ser feitas de material resistente e cano longo. A calça, além de confortável, deve possuir um tecido resistente. Para a escolha das luvas, opte por modelos que também possuem proteção na parte superior”, afirma o especialista da Honda.

Fotos: Getty Images