11 dicas para fazer um bom negócio na hora de comprar ou vender um carro usado

Por em 03/11/2016

Novembro é considerado o melhor mês do ano para comprar e vender carros. Segundo dados do mercado, o aumento nas vendas gira em torno de 20% nesse período. Isso acontece porque, muitas vezes, as pessoas querem fazer uma viagem em família no fim do ano e também porque o 13º salário permite que você dê uma entrada maior e reduza o valor das prestações.

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Tanto para quem está pensando em vender um automóvel, como para aqueles que querem comprar, essa é a hora. O empresário José Carlos Soares Campos, que atua no ramo de automóveis há 18 anos e é proprietário da Good Car Veículos, com lojas em Santos e na Praia Grande, dá algumas dicas para você fechar um bom negócio. “É importante saber que não existem “milagres” nesse mercado. Comprar um veículo muito mais barato é sinal de que alguma coisa está errada”, alerta Campos.

Confira as dicas abaixo:

  • Na hora da revenda, quanto mais conservado estiver o carro, maior será a sua avaliação. Com relação ao ano e modelo, normalmente a diferença é de aproximadamente 10% do valor do carro de um ano para outro. Por exemplo, um carro 2015 avaliado em 30 mil reais custaria cerca de 27 mil na versão 2014.
  • Os itens opcionais também são fatores que interferem no valor carro: se é modelo básico, completo, automático, mecânico, etc.
  • É importante saber que o que vale é o modelo do veículo para avaliação. Ou seja, se o modelo é 2010/2011, o valor a ser levado em consideração é o 2011.
  • Caso a venda seja feita para uma concessionária ou revendedora, não vale a pena consertar algumas avarias, pois a própria loja irá analisar todos os consertos a serem feitos e descontar do valor no momento da avaliação. Agora, se a venda for particular, vale a pena fazer os reparos para deixar o veículo mais atraente.

Car driver with his damaged car.

  • Baixa quilometragem, revisões feitas em dia e boa conservação valorizam o carro na hora da venda.
  • Tanto para quem vende quanto para quem compra, é importante fazer a perícia do veículo. Essa vistoria garante que o carro está aprovado sem restrições pelos órgãos credenciados e detecta toda a procedência do veículo: se é de leilão, se ele já foi batido, repintado em alguma parte e se a documentação está em ordem. Caso seja aprovado com restrição ou reprovado, o valor do veículo pode cair bastante.
  • É necessário ter também chave reserva e manual no momento da venda, caso contrário será descontado do vendedor.
  • Nunca deixe de preencher o CRV (documento de compra e venda) na hora da venda. Mesmo para o revendedor, a menos que o conheça muito bem. Tome também muito cuidado se deixar o veículo em consignação na hora da venda – esteja certo de que é uma empresa correta e pagará o combinado assim que o carro for vendido.
  • Neste mercado, não existem “milagres”. Comprar um veículo muito mais barato é sinal de que alguma coisa está errada. O valor da tabela FIPE é a melhor referência para compra, mas lembre-se de que o valor pode variar de acordo com o estado do veículo e os acessórios que possui.
  • Vale lembrar que, após a venda, podem surgir pendências (tipo multa ou IPVA) em seu nome caso o comprador não transfira o carro imediatamente. Por isso é sempre mais seguro vender para pessoas ou empresas idôneas.
  • Na hora da venda, exija que o comprador faça a quitação imediata do carro, caso ele esteja financiado, para evitar que ele repasse a pendência e deixe o comprador com o nome sujo.