Jovens estão enfrentando problemas sexuais na hora H, diz pesquisa

Por Patricia Machado em 03/08/2016

Homens e mulheres jovens estão enfrentando problemas sexuais que, na maioria das vezes, acometem pessoas mais velhas. Essa foi a conclusão de um estudo publicado no jornal científico Journal of Adolescent Health. De acordo com os pesquisadores, mais de 30% dos jovens enfrentaram distúrbios sexuais como disfunção erétil, ejaculação precoce e dificuldade de chegar ao clímax no último ano.

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A descoberta faz parte da pesquisa National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles, que é um dos maiores estudos sobre saúde sexual do Reino Unido. Os cientistas envolvidos no projeto analisaram as respostas de 2.392 jovens britânicos com idades entre 16 e 21 anos que eram ou não sexualmente ativos.

Os resultados revelaram que 34% dos homens sexualmente ativos e 44% das mulheres que tinham uma rotinha sexual enfrentaram problemas sexuais que duraram mais de três meses no último ano. Além dos sintomas físicos, os efeitos emocionais e psicológicos também estavam associados à disfunção sexual. Por causa disso, 9% dos homens e 13% das mulheres relataram que se sentiram angustiados devido ao problema sexual que estavam enfrentando.

De acordo com as mulheres, as principais dificuldades foram atingir o orgasmo (6%) e enfrentar o desinteresse pela atividade sexual (5%). Já para os homens, suas preocupações se deram devido à ejaculação precoce (5%) e disfunção erétil (3%).

A pesquisa também quis entender o que motivou as pessoas pesquisadas a não serem sexualmente ativas. Os resultados mostraram que 10% dos jovens disseram que não fizeram sexo no último ano devido a alguma dificuldade enfrentada por eles ou por seus parceiros.

Educação sexual

Para tentar resolver os problemas sexuais, 36% dos homens e 42% das mulheres pediram conselhos para familiares e amigos ou procuraram por informações sobre assunto através de buscas online. O estudo constatou que apenas 4% dos homens e 8% das mulheres procuraram um profissional especializado para solucionar o problema.

De acordo com os autores da pesquisa, o baixo número de jovens que buscam por ajuda profissional é um reflexo da má educação sexual recebida durante a adolescência.

“A educação sexual deveria desmascarar os mitos sobre o sexo, discutir o prazer e promover a igualdade entre os sexos nos relacionamentos. Ensinar aos jovens sobre a importância da comunicação e o respeito nas relações também é fundamental para ajudá-los a compreender e resolver os problemas que podem ocorrer em suas vidas sexuais”, explicou Kaye Wellings, uma das autoras da pesquisa, ao The Independent.

Foto: Thinkstock