Síndrome do Pânico: entenda o transtorno que pode ameaçar a convivência social

Por Mariana Castro em 13/06/2017

A ansiedade é um transtorno que já afeta 33% da população mundial. Se não for tratada, ela pode evoluir para uma condição mais grave, como a síndrome do pânico, por exemplo. Desta forma, o que era, anteriormente, uma leve ansiedade, se torna um sentimento de apreensão, além de apresentar sintomas somáticos.

O pânico pode paralisar completamente a vida de alguém. Por isso, é muito importante identificá-lo e tratá-lo o mais rápido possível. Ele dispara crises aleatórias de muito medo e desespero. “É comum achar que algo ruim vai acontecer, mesmo que não haja motivo ou qualquer sinal de perigo”, explica a psicóloga Lizandra Arita.

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Em uma crise de pânico, o coração dispara e a pessoa começa a suar frio, não consegue controlar a respiração, sente vertigem, tontura e pode até desmaiar. Muitas ficam realmente convencidas que vão morrer e esse sentimento gera um ciclo muito negativo, uma vez que a pessoa passa a ter, constantemente, medo de ter um ataque de pânico. “Ela fica insegura de sair de casa sozinha ou participar de alguma atividade sem estar na companhia de alguém que confia”, afirma a especialista.

Quem possui o transtorno considera insuportável, principalmente, estar em ambientes fechados como elevador, avião, sala de espera e congestionamentos. De acordo com a psicoterapeuta, esse ciclo gera a agorafobia, isto é, medo de estar em lugares que dificultam a locomoção e o auxílio, caso a pessoa tenha um ataque inesperado. “É o que chamamos de medo do medo. O paciente pode ficar refém da doença e complicar a convivência social necessária nas atividades cotidianas”, esclarece Lizandra.

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Muitos pacientes não sofreram nenhum tipo de trauma, mas criaram o medo dentro de suas mentes. Na maior parte dos casos, entretanto, é possível identificar um gatilho psicológico claro para o ataque de pânico, como eventos estressantes e, principalmente, perdas. “É uma patologia séria que requer diagnóstico urgente, consultas ao psiquiatra, com a franca possibilidade de ter que ingerir medicamentos como ansiolíticos e antidepressivos, além de tratamento psicoterapêutico”, alerta a especialista.

Foto: Getty Images