Relatório descobre que 300 milhões de crianças respiram ar poluído

Por Patricia Machado em 03/11/2016

Um novo estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) descobriu que 300 milhões de crianças respiram, atualmente, ar altamente poluído. A exposição constante à poluição pode causar danos físicos e problemas de desenvolvimento cerebral.

+ Paris irá proibir circulação parcial de carros para combater a poluição 

+ Poluição causa mais mortes do que conflitos armados, aponta relatório da ONU

De acordo com os dados, isso significa que uma em cada sete crianças respira um ar que é, pelo menos, seis vezes mais poluído do que recomendam as diretrizes internacionais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde.

Além disso, a poluição atmosférica foi considerada  um dos principais fatores da mortalidade infantil. “A poluição atmosférica é um grande fator contribuinte para a morte de cerca de 600.000 crianças com menos de cinco anos a cada ano”, disse Anthony Lake, diretor-executivo da Unicef, em comunicado.

Para chegar a essa conclusão, a Unicef utilizou imagens de satélite para descobrir quais eram as áreas mais afetadas pela poluição. O sul asiático tem o maior número de crianças que vivem em tais áreas, seguido pela África, leste da Ásia e pela região do Pacífico.

O ar dessas regiões foi contaminado pelas emissões de veículos, combustíveis fósseis, poeira e queima de resíduos. As crianças que vivem nesses locais são as mais afetadas pela poluição porque seus pulmões, cérebro e sistema imunológico ainda estão em desenvolvimento, possibilitando uma rápida contaminação.

Foto: Getty Images