Redução de mamas: quando e como fazer?

Por Mariana Castro em 18/10/2016

O Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, segundo levantamento da International Society of Aesthetic and Plastic Surgery feito em 2015. E das mais de 72 mil opções de intervenções estéticas disponíveis, a redução de mamas está em 6º lugar no ranking brasileiro de procedimentos mais comuns.

Também conhecida como mamoplastia redutora, ela pode ser realizada tanto por motivos estéticos, quanto por necessidades funcionais. Combinados, esses fatores justificam o alto número de pacientes que se submetem à cirurgia.

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Além do incômodo estético, a hipertrofia mamária, ou seja, mamas desproporcionais ao biótipo da mulher, pode causar dores crônicas nas costas e nos seios, além de vícios na postura. Limitações para exercer atividades físicas e cotidianas e dificuldades para encontrar sutiãs e biquínis apropriados também fazem parte do dia a dia de quem sofre com a condição.

“Além de querer eliminar os sintomas de dor, as mulheres são motivadas por um desejo de melhorar sua imagem corporal e o desempenho em atividades diárias”, diz a cirurgiã plástica Mônica Frasson. Por esses motivos, diversos fatores precisam ser levados em consideração na hora de determinar o peso do tecido mamário que será removido na cirurgia. O biótipo, idade, gostos e atividades da paciente devem estar em harmonia com o tamanho dos seios.

Smiling woman in bra

A hipertrofia mamária pode ser classificada como leve (até 500 gramas removidas), moderada (501 a 800 gramas), grave (801 a 1.000 gramas) ou gigantomastia (acima de 1.000 gramas removidas da mama). “Para avaliar a necessidade do procedimento, mede-se a relação da mama e do quadril, em uma proporção em que a medida da mama não ultrapasse a medida do quadril”, explica Frasson. A caixa torácica também serve como parâmetro para medir o caimento dos seios, não devendo ultrapassar a linha da axila.

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Fatores como idade, gravidez e aumento de peso podem fazer com que os seios aumentem de tamanho ou caiam novamente, mesmo após a cirurgia. “Por isso, praticar atividades físicas regularmente e manter uma alimentação balanceada ajuda a prolongar o resultado por mais tempo”, pondera a médica.

Qualquer mulher que tenha hipertrofia mamária pode realizar o procedimento, mas o ideal é que o desenvolvimento da mama esteja completo, o que acontece por volta dos 17 anos de idade. “Existem exceções, entretanto, como quando a qualidade de vida da paciente está prejudicada, com dor nas costas ou desvio na postura, ou quando há um desenvolvimento acelerado de mamas já formadas”, acrescentou Frasson.

Fotos: Getty Images