Profissionais que trabalham ao ar livre têm três vezes mais chances de desenvolver câncer de pele

Por em 06/06/2016

Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), só em 2016 serão registrados no Brasil 175.760 novos casos de câncer de pele, sendo 80.850 em homens e 94.910 entre mulheres.

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As maiores vítimas são pessoas na faixa dos 40 anos, de pele clara — mais sensíveis a ação dos raios solares — ou com doenças cutâneas prévias.

Uma pesquisa recente descobriu que os profissionais que trabalham ao ar livre, como trabalhadores rurais, da construção civil e até policiais, estão mais propensos a desenvolver câncer de pele se comparados a outros trabalhadores. E não é pouco não: as chances de que isso aconteça são três vezes maiores após um período de cinco anos!

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Além do câncer de pele, os profissionais que realizam suas atividades ao ar livre também têm chances de desenvolver a queratose actínica, uma lesão que indica dano solar e que também pode levar ao câncer. Para ser ter uma ideia, entre 40% a 60% dos tumores malignos surgem a partir de queratoses mal tratadas.

O relatório apoiado pela LEO Pharma, publicado no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, também chama a atenção para que os trabalhadores sejam protegidos da radiação dos raios ultravioleta (UV) de forma primária e secundária, incluindo ações educativas e o uso de protetores solares.

Um grupo de especialistas em pele ainda está batalhando para que o câncer de pele do tipo não-melanoma e a queratose actínica sejam reconhecidos como doenças ocupacionais. Apesar dos profissionais que trabalham ao ar livre estarem até três vezes mais expostos aos raios UV do que a média das pessoas, atualmente não há um reconhecimento internacional de que a luz do sol é um risco ocupacional para eles. As discussões estão no Parlamento Europeu que se reúne este mês para debater o assunto.