Pesquisadores podem ter descoberto o que realmente faz as pessoas felizes

Por em 28/06/2016

Você já parou para pensar no que te faz feliz? Talvez férias em um lugar paradisíaco, uma boa promoção no emprego ou um carro novo? Não? De repente, são coisas até mais simples, como uma noite agradável de sono com a pessoa amada, um bom livro ou um tempo com seu pet?

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Bom, de acordo com um novo estudo, nenhuma dessas coisas é a chave da felicidade. O que realmente faz as pessoas felizes pode ser resumido na seguinte equação:

equação felicidade

A fórmula descoberta em 2014 por pesquisadores da University College London foi atualizada recentemente com base em novos dados recolhidos sobre o que é chamado de “desigualdade do momento”.

“A desigualdade reduz a felicidade, no geral, quando as pessoas recebem mais ou menos do que as outras pessoas ao seu redor”, diz o autor do estudo Robb Rutledge, pesquisador da University College London, ao The Huffington Post.

Em outras palavras, nós somos mais felizes quando temos as mesmas condições que as demais pessoas ao nosso redor.

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Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores reuniram 47 participantes que não se conheciam, mas precisaram desempenhar várias tarefas em conjunto. Na primeira delas, os voluntários foram convidados a determinar como eles iriam dividir uma pequena soma de dinheiro com outra pessoa que acabaram de conhecer.

Na próxima tarefa, eles apostaram dinheiro e foram informados de que resultado da outra pessoa foi baseado na mesma aposta. Em seguida, eles foram questionados se queriam dividir o seu dinheiro como fizeram na primeira tarefa. Durante todo o processo, os pesquisadores foram checando o quão felizes os participantes se sentiam.

Em média, as pessoas eram menos felizes quando venciam um jogo e seu parceiro perdia. Isto acontecia, provavelmente, devido a sentimentos de culpa, de acordo com os pesquisadores. Da mesma forma, quando os participantes perdiam uma aposta e seu parceiro ganhava, eles eram menos felizes. Isto possivelmente contribuía para a inveja.

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Os pesquisadores descobriram que quando os participantes sentiram culpa, eles eram mais propensos a doar metade do seu dinheiro na experiência. Aqueles que mantiveram o dinheiro para si eram mais propensos a sentir inveja. Os resultados indicaram que a desigualdade reduz a felicidade e generosidade das pessoas.

“Muitas coisas podem afetar a nossa felicidade e, com estas equações, estamos começando a fixar apenas algumas das variáveis ​​importantes, incluindo recompensas, expectativas e o que acontece com outras pessoas”, disse o autor do estudo.

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É claro que não há tal coisa como uma ciência exata (neste caso, equação) quando se trata de algo tão transitório como a felicidade.

Mas em uma última análise, Rutledge diz que a fórmula em desenvolvimento vai ajudar as pessoas a descobrir as principais fontes de sua alegria, o que pode desempenhar um papel importante na regulação do humor e da auto-consciência.

“Se quisermos entender a felicidade, precisamos ser capazes de prever isso”, explicou. “Esperamos que esta pesquisa nos permita a ajudar as pessoas que sofrem de depressão e, ao mesmo tempo, nos auxilie a entender a nós mesmos”.