Saúde e Bem-Estar

Pesquisa: 22% das crianças brasileiras entre 2 e 6 anos só comem o que gostam

Pesquisa: 22% das crianças brasileiras entre 2 e 6 anos só comem o que gostam

Uma pesquisa encomendada pela Mead Johnson Nutrition do Brasil revelou que 22% das crianças brasileiras entre 2 e 6 anos só comem o que gostam e 34% rejeitam experimentar novos alimentos. Além disso, ainda de acordo com a pesquisa, 57% das crianças se distraem muito fácil quando estão comendo e 19% costumam pular refeições.

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O período dos 2 aos 6 anos de idade é o mais crítico para a alimentação das crianças. Nesta fase, elas passam a escolher os seus pratos favoritos e os pais precisam tomar cuidado para que a alimentação dos pequenos não se torne muito restrita.

“Esta fase é ainda mais complicada pois, um dia a criança pode ter vontade de consumir somente um alimento e, no dia seguinte, afirma que ‘não gosta mais’ daquele mesmo alimento da noite anterior. É preciso considerar que é uma fase de relutância para novos alimentos”, explica Mirella Pasqualin, nutricionista da RG Nutri Consultoria Nutricional.

Boy landing face in food

Para a especialista, a participação dos pais é muito importante nesta fase. Eles não devem forçar a alimentação, mas persistir e incentivar a criança a provar diferentes tipos de alimentos.

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“A alimentação deve ter qualidade, o que significa incluir todos os nutrientes diariamente na alimentação e levar em conta a harmonia entre os alimentos. Uma alimentação composta por apenas um tipo de alimento da pirâmide não é uma alimentação saudável, suficiente para o crescimento e o desenvolvimento das crianças”, sugere Mirella.

Confira algumas dicas da nutricionista para oferecer uma alimentação saudável para o seu filho nesta fase:

  • Variar as preparações pode ajudar a melhorar a aceitação das crianças por certos tipos de alimentos. O tomate, por exemplo, pode ser picado em cubinhos, estar em pedaços no molho, ser preparado assado ou, ainda, os pais podem utilizar o tomate cereja no macarrão.
  • Inclua a criança em todo o processo das refeições, como levá-la para fazer as compras ou em uma horta para conhecer o alimento em sua forma mais natural. É possível também cozinhar com ela, para que entenda a transformação de cada alimento.
  • Misture o alimento com aqueles que a criança gosta: se o alimento de rejeição é a banana, prepare uma salada de frutas com a fruta favorita da criança e alguns pedaços menores de banana.
  • Prepare e sirva o alimento de maneiras lúdicas: dizer que o creme de espinafre é a alimentação de heróis, que o suco de beterraba com cenoura deixa a pele bonita ou fazer um desenho no prato com os alimentos pode ajudar.
  • Não use a refeição como moeda de troca: a criança precisa entender a importância de ingerir alimentos variados e não os consumir simplesmente porque depois terá sobremesa ou mais horas para brincar.
  • As refeições devem ser feitas em um local tranquilo e sem distrações, para o foco ser direcionado somente aos alimentos. Ainda é importante que a criança seja incluída na rotina alimentar da família, tanto em relação aos alimentos consumidos, como no horário das refeições.

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