Novo tratamento promete curar pacientes com câncer de próstata

Por Patricia Machado em 20/12/2016

Um novo tratamento promete revolucionar a vida de quem foi diagnosticado com câncer de próstata. Depois de uma intensa pesquisa desenvolvida pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, juntamente com a empresa Steba Biotech, os cientistas parecem ter encontrado um método capaz de eliminar os tumores e evitar a ocorrência de efeitos colaterais. A técnica utiliza lasers, bem como um remédio feito de bactérias marinhas para eliminar os nódulos.

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A descoberta foi publicada na revista médica The Lancet Oncology. Ao longo do estudo, o tratamento foi testado em 413 homens que tinham câncer de próstata. Eles estavam distribuídos por 47 hospitais europeus. Dentre os voluntários, 49% dos pacientes entraram em remissão completa. Além disso, apenas 6% dos pacientes precisaram ter a próstata removida, em comparação com os 30% dos pacientes que não foram submetidos à terapia.

Outra vantagem do método é que ele reduz os efeitos colaterais causados pelos tratamentos convencionais. Na maioria dos casos, os homens apresentam impotência sexual e incontinência urinária. O novo tratamento fez com que os pacientes enfrentassem esses efeitos colaterais por apenas três meses.

Como funciona o tratamento?

O novo tratamento desenvolvido pela equipe de cientistas utiliza uma droga feita de bactérias que vivem em regiões profundas do oceano e que só ativam as suas toxinas quando são expostas à luz. Já a intervenção com laser é feita na região do períneo, que é o espaço existente entre o ânus e os testículos.

Quando isso acontece, o laser estimula o medicamento injetado na corrente sanguínea, que será o responsável por eliminar os tumores do câncer de próstata. Apesar dos bons resultados obtidos, a nova terapia precisa ser aprovada pelas autoridades médicas do Reino Unido no início do ano que vem para ser disponibilizada para todos os pacientes.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, 61 mil novos casos da doença deveriam ser descobertos em 2016 e a doença causaria 13 mil mortes.

Foto: Getty Images