Saúde e Bem-Estar

Medicamentos genéricos: funcionam ou não?

Medicamentos genéricos: funcionam ou não?

Medicamentos genéricos são menos eficientes do que os originais? As opiniões se divergem muito sobre essa questão, inclusive entre os profissionais da saúde. Enquanto muitos recomendam a compra de genéricos, outros sugerem evitar.

Para chegar a uma conclusão, pesquisadores e farmacêuticos da University College London, na Inglaterra, analisaram, em uma série de testes, analgésicos à base de ibuprofeno. O teste comparou dois dos medicamentos mais famosos do tipo com três das suas versões genéricas.

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No primeiro teste, os pesquisadores avaliaram se os medicamentos continham a gramatura exata da matéria-prima descrita na bula. A Medicines and Healthcare Products Regulatory Authority (MHRA), agência que controla os medicamentos na Inglaterra, exige que as pílulas contenham exatamente a quantidade de princípio ativo declarada. Todas as marcas foram aprovadas.

O segundo teste avaliou o tempo de ação dos medicamentos. Chamado de “teste de dissolução”, ele acompanhou o tempo que o comprimido leva para ser dissolvido em solução aquosa e, portanto, entrar na corrente sanguínea. No caso dos medicamentos à base de ibuprofeno, pelo menos 75% do comprimido deve derreter dentro de 45 minutos. Nesse teste, os cientistas notaram algumas variações entre as marcas, mas o saldo final ainda foi positivo: todos os comprimidos se dissolveram dentro do período ideal.

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A pesquisa ainda foi além e avaliou dois remédios de “ação rápida”, um original e outro genérico. Neste caso, os medicamentos deveriam entrar em ação em até 30 minutos. Para a surpresa dos cientistas, os comprimidos de ambas as versões se dissolveram em apenas 20 minutos.

A partir desta análise, concluiu-se que não existem diferenças gritantes entre os medicamentos originais e os genéricos — e, portanto, não há por quê pagar mais caro por um medicamento ou outro.

Embora os resultados sejam impressionantes e nos levem a refletir, é importante ressaltar que a pesquisa foi conduzida na Inglaterra e não cita os medicamentos e laboratórios testados, portanto, não pode ser totalmente reproduzida para os medicamentos brasileiros.

Foto: Getty Images

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