Genética pode influenciar a vontade de tomar café, diz pesquisa

Por Patricia Machado em 29/08/2016

Os apaixonados por café podem, enfim, ter encontrado o motivo de tamanho amor. Uma nova pesquisa realizada por um grupo internacional de cientistas descobriu que uma alteração genética poderia ser a responsável pela quantidade de café consumida pelas pessoas diariamente.

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De acordo com os pesquisadores, uma variação do gene PDSS2 é capaz de inibir as células do organismo que têm a função de trabalhar no metabolismo  da cafeína no corpo. Isso significa que os indivíduos que possuem a variação no gene PDSS2 tendem a sentir por mais tempo os efeitos da cafeína e, por isso, eles tomam menos xícaras de café.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, da Universidade de Trieste e do Instituto Pediátrico Brulo Garofolo, ambos na Itália, e do Centro Médico Erasmus de Roterdã, na Holanda, analisaram o genoma de quase três mil voluntários italianos e holandeses.

Após os testes genéticos, os participantes do estudo tiveram que responder um questionário sobre a quantidade de café que consumiam diariamente. Através dos resultados obtidos, os cientistas concluíram que quem possui a variação no gene PDSS2 chegava a consumir cerca de uma xícara de café a menos do que aqueles que não apresentavam variações no gene estudado.

Foto: Getty Images