Gene dos ruivos pode aumentar o risco de câncer de pele, segundo estudo

Por Mariana Castro em 18/07/2016

Segundo um estudo publicado na revista científica Nature Communications, ruivos têm maior risco de desenvolver câncer de pele, mesmo que não haja exposição ao sol.

+ Consumo de gorduras saturadas aumenta os riscos de morte precoce, revela estudo

+ Campanha inova e conta com a ajuda de um homem para alertar sobre o câncer de mama

Até então, sabia-se que pessoas de cabelo ruivo, pele branca e sardas podem se queimar rapidamente quando expostas ao sol. Mas, as novas descobertas sugerem que a variante genética de pessoas desse biótipo influencia nas chances de se ter a doença, independentemente da radiação a que foram expostas.

Para chegar a essa conclusão, uma análise genética foi feita com mais de 400 pessoas e mostrou que os ruivos possuem uma variante do MC1R, gene responsável por dar cor à pele e aos cabelos. Isso provoca 42% mais mutações, o que equivale a 21 anos de exposição ao sol a mais do que as pessoas que não possuem a variante.

A maior parte dessas mutações não provoca danos, mas quanto mais elas ocorrem, maior a probabilidade de que uma célula humana normal se transforme em uma cancerosa, segundo a equipe internacional de cientistas.

Ruiva - thinkstock

Essa descoberta vale também para pessoas que não são ruivas, mas possuem a variante. Os pesquisadores alertam que pessoas com parentes ruivos, por exemplo, devem tomar cuidado extra pois têm uma chance maior de possuir uma variante do MC1R.

“Este trabalho é importante porque as conclusões se aplicam a uma alta proporção da população – as pessoas que carregam pelo menos uma cópia com uma variante genética no MC1R,” disse David Adams, coautor do estudo e pesquisador do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido.

Fotos: Thinkstock