Estudo revela como o racismo afeta a saúde de suas vítimas

Por Mariana Castro em 15/08/2016

O racismo é um mal que permeia diversos aspectos da sociedade. Desde ataques verbais até a violência física, passando por oportunidades desiguais e variadas formas de opressão. É difícil imaginar que isso teria algum lado positivo, não é mesmo? E, você está certo, ele não tem. Para piorar, novos estudos revelaram que o racismo também gera graves consequências à saúde de suas vítimas.

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Imagens de ressonância magnética permitiram que cientistas australianos estudassem os impactos da exclusão social motivada pelo racismo. Ele afeta diretamente partes do cérebro responsáveis por mecanismos de controle da sobrevivência e personalidade, comportamento social, escolhas, emoções, memória, sono e até pressão sanguínea e batimentos cardíacos.

“As áreas afetadas levam a um desequilíbrio do nível de cortisol, o hormônio do estresse, no cérebro”, explicou Yin Paradies, professor de Relações Raciais na Universidade Deakin, na Austrália, ao Daily Mail. Por causa desse impacto, as vítimas passam a apresentar maior ansiedade a futuras situações de racismo ou estresse em geral, podendo acarretar, também, em depressão e outras patologias.

Os efeitos do racismo ainda vão além, levando a danos no sistema imunológico, metabolismo e coração – que podem ser observados no DNA da vítima. Tudo isso é consequência de inflamações que surgem a partir do estresse gerado em situações racistas.

No Racism - Indian man and Italian Woman shakeing hands

Além disso, os pesquisadores descobriram que pessoas que praticam racismo também têm sua saúde prejudicada, ficando mais propensas a fumar e apresentando associações com a psicopatia.

Dessa forma, o racismo causa efeitos negativos em quem executa ou sofre com os atos. Isso é a prova de que o racismo não faz bem para ninguém e já deveria, definitivamente, ter sido extinguido.

Fotos: Thinkstock