Estudo descobre que autismo pode ser detectado antes dos primeiros sinais

Por Mariana Castro em 09/03/2017

Um dos grandes desafios do autismo é o seu diagnóstico em estágio inicial. Uma vez que, quando mais novas, as crianças tendem a ter comportamentos distintos, podendo ser mais tímidas ou mais expansivas, por exemplo, e os primeiros sinais dessa condição podem passar despercebidos. Mas, um novo estudo traz a esperança de uma mudança que possibilitaria um tratamento mais eficaz.

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Pesquisadores da Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revelaram que o autismo pode ser diagnosticado antes mesmo da manifestação dos primeiros sintomas. Isso porque exames de ressonância magnética são capazes de detectar alterações no córtex cerebral de crianças com risco de autismo. Essa região do cérebro é responsável pelas funções motoras, interação social e compreensão da linguagem, que são áreas afetadas pela condição.

A pesquisa realizou testes em 148 crianças aos seis, doze e 24 meses de idade. Foram encontradas diferenças nessa área do cérebro de crianças com alto risco de desenvolver o distúrbio, como irmãos de pessoas já diagnosticadas. Os pesquisadores concluíram ser possível prever a doença com até 80% de precisão.

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A descoberta pode ajudar no tratamento da condição, desenvolvendo estratégias tanto para a criança quanto para os familiares. “Há amplo consenso de que há mais impacto em relação ao tratamento antes que os sintomas tenham se consolidado”, explicou Joseph Piven, que participou da pesquisa, à BBC. “O novo estudo nos permite intervir antes que apareçam os comportamentos característicos da doença”, completou.

Foto: Thinkstock