Entenda a ‘trombose dos viajantes’ e saiba como prevenir a doença

Por em 21/11/2016

A trombose é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas. Em casos mais graves, esses ‘trombos’ podem se soltar e acumular nos pulmões, coração, ou outras áreas do corpo, levando à grave lesões ou até à morte.

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Entre os fatores de risco para a ocorrência de trombose estão a genética (algumas famílias têm predisposição para a formação de coágulos), a gravidez, insuficiência cardíaca, uso contínuo de pílulas anticoncepcionais e, principalmente, permanecer sentado por muito tempo e na mesma posição. Por isso, as viagens de avião aumentam o risco da chamada ‘trombose dos viajantes’.

“A trombose dos viajantes, também conhecida como síndrome da classe econômica, é uma doença rara, porém muito subestimada considerando que a trombose pode acontecer até horas após o vôo, quando a pessoa já está no seu destino”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

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A especialista dá algumas recomendações para você evitar a doença durante uma viagem de avião. Veja:

  • “A pressurização da cabine e ar condicionado, em geral, causam uma desidratação e, consequente, aumentam a viscosidade sanguínea (deixando o sangue mais grosso)”, diz Aline. “Por isso, é importante beber bastante líquido dentro da aeronave e evitar bebidas alcóolicas, que pioram a desidratação.”
  • “Algumas pessoas gostam de tomar um tranquilizante para dormir durante o voo, porém, isso aumenta o imobilismo”, explica a médica. A recomendação é de que a pessoa não faça uso desse tipo de medicamento e tente se movimentar dentro do avião a cada duas horas.
  • Evite viajar em qualquer condição que aumente a imobilização (como, por exemplo, com gesso e em casos de fraturas), gestantes, idosos e portadores de varizes.
  • Caso o paciente tenha alguma das condições agravantes, o ideal é procurar um cirurgião vascular. “Ele vai orientar se existe a necessidade do uso de meias elásticas durante o voo ou indicar uso de anticoagulantes em casos mais graves”, acrescenta a especialista.