Conheça as vantagens e riscos da pílula anticoncepcional

Por Patricia Machado em 30/09/2016

Criada há 56 anos por cientistas nos Estados Unidos, a pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais popular entre as mulheres. O motivo para tanto sucesso está no fato de que a taxa de eficácia do medicamento é de cerca de 99% e, além disso, ela ajuda a regularizar o ciclo menstrual e melhorar a qualidade da pele.

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“A pílula pode ser utilizada para tratar diversas condições no organismo da mulher, como sangramento aumentado, síndrome do ovário policístico, pólipos, cistos no ovário, acne, endometriose e regularização do ciclo menstrual”, explica Paulo Margarido, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana. “O medicamento também diminui as chances de câncer no endométrio, pois o contraceptivo favorece a proteção da membrana e protege contra câncer de ovário”, completa.

Atualmente, a indústria farmacêutica produz pílulas com diferentes taxas hormonais. Por esse motivo, o seu uso deve ser prescrito por um médico, caso contrário, o comprimido pode ser prejudicial à saúde. “É importante visitar um ginecologista antes de começar o tratamento com pílula, pois as indicações e reações podem variar de mulher para mulher. Caso a paciente comece a usar pílula sem orientação, ela corre riscos de sofrer com efeitos colaterais e até uma gravidez indesejada”, alerta o médico.

De acordo com o especialista, quem faz uso da pílula anticoncepcional pode desenvolver dor de cabeça, enxaqueca, maior retenção de líquido ou ganho de peso. “Esses efeitos ocorrem por causa do estrogênio, presente na maioria dos anticoncepcionais, que pode desencadear aumento de apetite e da progesterona, induzindo a retenção de líquido e deixando a mulher mais inchada”, afirma Paulo.

O método contraceptivo oral pode perder eficácia quando associado a outros tipos de medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios, e anticonvulsivantes. Por isso, é importante que o paciente avise o médico que está prescrevendo outras medicações sobre o uso da pílula.

Além disso, ao contrário do que se imagina, a pílula não prejudica a fertilidade. No entanto, fumantes, mulheres com histórico de trombose na família, pacientes com enxaqueca frequente, obesas, diabéticas e hipertensas mal controladas devem evitar o uso do medicamento. “Mulheres fumantes com mais de 35 anos, ao tomar a pílula, têm mais chances de desenvolver derrame, infarto e aumento da pressão arterial”, alerta o médico.

Foto: Getty Images