Cientistas desenvolvem nova vacina contra a herpes genital

Por Mariana Castro em 29/06/2016

Cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova vacina contra a herpes que pode reduzir os casos da doença ao fortalecer o sistema imunológico. Este será o primeiro antídoto contra o Herpes Simplex Vírus tipo 2 (HSV-2). Atualmente, mais de 500 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrem com o vírus.

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Denominada GEN-003, a nova vacina estimula a produção de glóbulos brancos, que são cruciais no controle de doenças crônicas como a herpes. Circulando pelo corpo em busca de infecções, os anticorpos na corrente sanguínea ajudam a tornar o vírus ineficaz.

Os pesquisadores testaram a vacina em 310 participantes com o histórico de herpes genital crônica. Eles receberam três doses da vacina, com 21 dias de diferença entre elas. Além disso, foram medidas a frequência com que o vírus pode ser detectado na região genital e o número de dias que as lesões na pele eram visíveis.

A visibilidade do vírus na pele ao redor das genitálias teve uma redução de 60% com a vacina, segundo a pesquisa. Ao final das três injeções, a GEN-003 se mostrou durável por um ano, reduzindo o número de manifestações do vírus nos participantes.

“A importância de tais descobertas clínicas é que elas são uma nova abordagem para o tratamento, apresentando uma alternativa para pacientes que sofrem de herpes genital crônica e recorrente”, disse Kenneth Fife, professor de medicina da Universidade de Indiana, ao Daily Mail Online.

O que é herpes genital? 

Herpes genital é uma condição crônica passada pelo contato sexual com alguém já infectado. Não há cura e o vírus causa bolhas na região genital, que muitas vezes causam dor ao paciente. Ele pode se manifestar a qualquer momento, mas, principalmente, quando há uma queda na atividade do sistema imunológico.

Comum em pessoas entre 20 e 24 anos, a frequência das lesões causadas pelo vírus é reduzida com o passar do tempo e os sintomas podem ser controlados com remédios antivirais.

Os médicos recomendam que se evite atividades sexuais até o alívio dos sintomas para prevenir que a infecção seja passada ao parceiro. Além disso, é importante fazer uso da camisinha em todas as relações sexuais para evitar o contágio da herpes ou outras doenças sexualmente transmissíveis.

Foto: Thinkstock