Saúde e Bem-Estar

Brasileiros ainda não conhecem os reais riscos do vírus zika e chikungunya

Brasileiros ainda não conhecem os reais riscos do vírus zika e chikungunya

Por mais que o assunto tenha tomado os noticiários do mundo inteiro no último ano, uma pesquisa divulgada na semana passada revelou que os brasileiros ainda desconhecem os riscos dos vírus zika e chikungunya.

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A pesquisa foi realizada pela Sociedade Brasileira de Dengue/Arboviroses e contou com o apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e do SBP Repelente. Mais de 1000 pessoas de todas as regiões do Brasil foram entrevistadas sobre o seu grau de conhecimento a respeito de medidas de prevenção, sintomas das doenças provocadas pelo Aedes Aegypti e percepção dos repelentes.

Mais de 75% dos brasileiros mostraram saber que doenças como dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mosquito aedes aegypti. Porém, apenas 12,1% sabem que a febre amarela também é causada pelo vetor.

Além disso, em relação aos conhecimentos sobre as doenças, 81,7% se mostraram bem-informados sobre a dengue, mas o cenário é preocupante em relação à zika e chikungunya. Mais de 42,3% dos entrevistados não está bem informado sobre o zika vírus e 30,5% disseram não saber quais são os sintomas da chikungunya.

Para o infectologista Artur Timerman, é preocupante o pouco conhecimento da população em relação às manifestações clínicas da doença, principalmente na situação peculiar de epidemia tripla que vivemos. Ainda segundo o especialista, é sim importante conscientizar a população sobre medidas de prevenção a serem tomadas em casa, como eliminação dos criadouros e uso correto dos repelentes – aplicação a cada duas horas dos à base de DEET e a cada quatro horas nos à base de icaridina – mas, em longo prazo, a única solução é melhorar o sistema de urbanização e de saneamento básico das cidades.

Com informações de VEJA.COM.

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