Saúde e Bem-Estar

As principais dúvidas sobre a primeira consulta com o ginecologista

As principais dúvidas sobre a primeira consulta com o ginecologista

Nem sempre a transição da infância para a adolescência é fácil. A ação hormonal é a grande responsável por mudanças no corpo feminino, além de causar alterações no humor e temperamento da mulher. Essas alterações geram muitas dúvidas nessa nova fase: O que sinto é normal? Será que todas as meninas passam por isso? Quais são os procedimentos realizados na consulta?

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Para esclarecer estas e outras questões sobre o início da puberdade feminina e a primeira consulta com o ginecologista, conversamos com Fábio Muniz, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Cristóvão:

Qual a idade ideal para a primeira consulta?

Dos 11 aos 13 anos, período que costuma coincidir com a idade da primeira menstruação.

A mãe deve acompanhar a filha?

Apesar das adolescentes normalmente irem acompanhadas das mães às consultas, elas devem conversar em particular com o especialista, para ficarem mais à vontade. Apenas em situações de risco para a paciente, como suspeita de abuso ou doença grave, os pais ou responsáveis deverão ser comunicados.

O que fazer para encarar a consulta com mais tranquilidade?

O que deve ser evitado é que a mãe, por exemplo, ou qualquer outra pessoa, passe seus traumas em relação à consulta para a adolescente, aumentando o receio da garota em procurar um especialista. A consulta é um cuidado necessário à saúde.

Para acostumar a adolescente com o ambiente de um consultório ginecológico, é interessante que a mãe leve a filha em uma de suas próprias consultas para perceber como ela é realizada, contribuindo para desmistificar esse momento.

O que acontece na primeira consulta?

A primeira consulta é uma conversa sobre os assuntos relacionados ao desenvolvimento do corpo feminino, como menstruação, desenvolvimento das características sexuais femininas, cólicas, início da vida sexual, prevenção de doenças, entre outros assuntos que podem ser de interesse da paciente.

E o temido exame ginecológico?

Realmente existe um medo ou timidez quando o assunto é o exame ginecológico da paciente. É importante saber que o exame físico poderá ou não ser realizado no primeiro contato, de acordo com a necessidade da paciente. Normalmente são examinadas as mamas ou o broto mamário com o objetivo de avaliar o desenvolvimento habitual. Também é examinado o abdome, para avaliar a presença de alguma massa ou ponto doloroso.

O exame ginecológico propriamente dito é nada mais que a inspeção da região genital, avaliação da pilificação (crescimento e distribuição dos pelos), desenvolvimento da vulva e dos lábios. Pode ser necessária a inspeção himenal, pois em alguns casos a paciente pode apresentar o hímen imperfurado, situação congênita que leva a muita dor abdominal e ausência de menstruação, pois a membrana íntegra não permite a passagem do fluxo menstrual levando ao acúmulo do mesmo. Para as pacientes que não tiveram sua primeira relação sexual, não é utilizado o espéculo.

É muito importante ressaltar que nem sempre o médico vai examinar na primeira consulta. Na maioria dos casos, ele vai conversar com a paciente e orientar, podendo deixar o exame para um segundo momento.

E o exame de papanicolau?

Trata-se de um exame no qual é usada uma haste parecida com palito de picolé ou um cotonete para colher células da região do colo uterino e avaliar se existe alguma manifestação atípica ou que poderia ser uma lesão pré-maligna. Nos casos em que a paciente é virgem, em geral, não há necessidade do exame. Se for preciso, a coleta pode ser feita com cotonete.

Quais as dúvidas mais comuns das pacientes de primeira viagem?

Saber ao certo o número de dias do seu ciclo menstrual e o uso do anticoncepcional. Os hormônios que controlam o ciclo de cada mulher são produzidos pelos ovários sob regulação de uma região do cérebro chamada hipotálamo. Normalmente, o ciclo tem a duração de 26 a 34 dias, variando de organismo para organismo. Consideramos o primeiro dia da menstruação como o início do ciclo, que é finalizado no primeiro dia da menstruação seguinte.

Já sobre o uso de anticoncepcional, toda paciente deve passar por uma consulta médica antes de começar a tomar uma pílula contraceptiva. Nesta consulta, o médico avaliará muitos fatores, entre eles o histórico médico da paciente, a história familiar, identificar condições que contra-indicam o uso de pílulas, seu perfil e qual pílula pode trazer mais benefícios.

É importante orientar o uso correto na intenção de diminuir os riscos para a saúde da paciente e explorar o máximo de benefícios, já que hoje em dia as pílulas podem, além de prevenir a gravidez, amenizar a oleosidade da pele, melhorar cabelo e unhas, controlar o ganho de peso, aliviar intensidade de cólicas e da TPM.

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