Foi demitido? Saiba como organizar as finanças

Por Patricia Machado em 14/03/2016

Este promete ser um ano complicado para os brasileiros. De acordo com último relatório da Organização Internacional do Trabalho, o Brasil terá 700 mil novos desempregados até dezembro. Isso significa que quase um em cada cinco novos desempregados do mundo entre 2016 e 2017 virá do Brasil.

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“Ao ficar desempregado é preciso buscar uma reestruturação financeira para atravessar esse período e ser capaz de prevenir imprevistos”, explica  Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, educador e terapeuta financeiro. “Por mais impossível que possa parecer, é preciso estar centrado”, completa.

Além da crise financeira causar o aumento do desemprego, ela também prejudica a recolocação no mercado de trabalho. A última estimativa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que o brasileiro que ficar desempregado demorará cerca de 8 meses para se recolocar no mercado de trabalho.

Por isso, é preciso ter calma, evitar dívidas e saber organizar as finanças durante esse período. Dê uma olhada nas dicas de Reinaldo Domingos para conseguir enfrentar a recessão com saldo positivo no banco:

  • Não pague as suas dívidas imediatamente

Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro porque, se usar boa parte desse dinheiro, você correrá o risco de ficar sem receita para cobrir futuros gastos. Por isso, planeje bem o que pode ser feito com o dinheiro que você já possui.

  • Crie uma reserva emergencial

A primeira medida a ser tomada é reter os valores ganhos de fundo de garantia, seguro desemprego e férias vencidas. Esse dinheiro só deverá ser mexido após o estabelecimento de uma estratégia. O desempregado deve se lembrar que ele precisa ter dinheiro guardado para cobrir as suas despesas, mas também para investir em possíveis cursos para conseguir retomar a sua carreira.

  • Analise a sua realidade

Para traçar qualquer estratégia é fundamental saber qual o montante em sua conta corrente. Por isso, some o seu saldo atual e o que será ganho com a rescisão contratual. Depois, faça um levantamento de todos os seus gastos mensais. Isso inclui gastos com o cafezinho e a parcela da casa própria, por exemplo. O mais importante é que nada seja deixado de fora. Em caso de dívidas e parcelamentos, esses também devem ser somados.

  • Congele ferramentas de crédito

Cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito não devem mais ser utilizadas por aqueles que estão desempregados. Evite a utilização dessas ferramentas de crédito até em caso de emergência. Como os juros são altos, caso você não consiga pagar a conta, ficará muito endividado.

  • Faça uma faxina financeira

Quem está desempregado deve se perguntar: o que realmente é prioridade para mim? A ideia é que essa pergunta seja capaz de cortar gastos supérfluos. Gastos como televisão a cabo, compras de roupas e idas a balada devem ser repensados. Enquanto estiver procurando emprego, priorize gastar com o que é realmente fundamental.

  • Negocie as dívidas

Mostre ao seu credor que você não quer ser inadimplente, mas que também não possui o dinheiro para pagar a sua dívida. Busque diminuir os juros e aumentar o prazo de pagamento.

  • Busque fazer bicos

Para conseguir ganhar dinheiro até se reposicionar no mercado de trabalho, busque fontes alternativas para ganhar um dinheirinho extra. Aqui você encontra algumas ideias.

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