Estudo sugere que sentar por um longo período de tempo não torna a morte mais iminente

Por Pedro Katchborian em 15/10/2015

Alguma vez na vida você já ouviu sobre os perigos de permanecer sentado por muito tempo. O hábito de ficar na posição era quase uma sentença de morte, diziam alguns.

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Mas uma pesquisa pode mudar um pouco essa concepção: um estudo publicado nesta terça-feira (13) afirma que não é bem assim. Liderado pela University College London, o trabalho conclui que o hábito de ficar sentado por longos períodos de tempo não está associado com o aumento do risco de morte. Na verdade, sentar não é pior do que ficar em pé.

Os pesquisadores reuniram 16 anos de informações de 5132 pessoas. Os participantes relataram o tempo sentado e quanto tempo eles ficaram na posição em quatro diferentes situações: no trabalho, assistindo TV, tempo de lazer e tempo de lazer sem TV. Além disso, as pessoas tiveram que dizer quanto tempo andavam diariamente e se faziam atividades físicas.

Depois de contabilizar vários fatores como dieta e saúde em geral, cientistas descobriram que o risco de morte desses participantes não era influenciado por quanto tempo eles sentavam. “Nosso estudo contraria o pensamento do risco de sentar e indica que o problema está na ausência de movimento ao invés do tempo sentado”, diz o texto.

Ou seja: o sedentarismo que é o grande vilão. O resultado do estudo sugere que os cuidados devem ser tomados em relação ao aumento de atividades físicas e não apenas na diminuição do tempo sentado.