Ausência do pai é prejudicial na criação de meninos e pode levar ao suicídio, diz especialista

Por Mariana Castro em 24/06/2016

Garotos que são privados de uma convivência sadia com o pai têm chance de desenvolver um comportamento introspectivo. Isso pode afetar a sua autoestima e a capacidade de socialização, além de favorecer uma postura rebelde, desobediente e agressiva.

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Uma pesquisa revelou que, durante o crescimento, os meninos ficam mais sujeitos à depressão do que as meninas e o desenvolvimento da patologia pode levar ao suicídio. O estudo descobriu que, aos 9 anos de idade, o número de suicídios de meninos e meninas é igual. No entanto, os meninos ficam duas vezes mais suscetíveis a tirar a própria vida aos 14 anos, quatro vezes mais entre os 15 e 19 anos e cinco vezes mais dos 20 aos 25 anos.

De acordo com uma entrevista dada por um dos maiores estudiosos do assunto, Warren Farrell, doutor em filosofia e mestre em ciências políticas, ao jornal The Telegraph, não é uma coincidência o aumento do número de suicídios, uma vez que isso acontece com frequência quando os pais se afastam da vida de seus filhos.

Warren acredita que a problema, batizado por ele de “crise dos meninos”, é incentivado pelo aumento no número de divórcios e por decisões que negam ou dificultam o acesso dos pais às crianças após uma separação.

Como resolver a “crise dos meninos”?

O especialista em filosofia sugere que haja um aumento no número de professores homens nas escolas, porque é necessário que os meninos tenham o cuidado masculino em todos os estágios da vida.

Além disso, os pais divorciados não devem envolver seus filhos nos conflitos familiares. De acordo com Warren, uma criança que cresce ouvindo difamações a respeito do pai acreditará que ele também terá um papel secundário quando desempenhar o papel paterno ou poderá desistir de ter filhos por pensar que não será respeitado.

“Nós deveríamos incentivar valores nos homens como gentileza, carinho e amor. Não apenas poder, mas responsabilidade”, sugere o especialista.

Foto: Thinkstock